Nascimento de Iracema: 24 de junho, 08 de fevereiro ou 09 de junho?

Em minha jornada por entre certidões amareladas, arquivos antigos e histórias contadas no meio familiar, um dos desafios mais recorrentes que enfrento como pesquisador genealógico é lidar com as divergências entre memória familiar e registros oficiais. Um desses casos envolve justamente minha avó materna, Iracema.

Durante toda minha vida, e a de minha família, o aniversário da ¨vó¨ Iracema foi celebrado em 24 de junho. Era o consenso: bolo, lembranças e ligação com festa junina giravam em torno desse dia. Mas, como costuma acontecer na genealogia, a documentação revelou um cenário mais complexo.

Livro de Batismos da Igreja de Nossa Senhora da Palma, registros de 1917, de fevereiro a setembro.

Ao investigar as fontes primárias para montar nossa árvore genealógica com provas documentais, encontrei o registro de batismo de Iracema (que pode ser acessado no link: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:33S7-9P9R-CTQ?lang=pt&i=48&cc=2175764) Segundo os livros da Igreja Católica, da Igreja de Nossa Senhora da Palma, Matriz de Baturité, ela foi batizada em 17 de setembro de 1917, sendo declarada como nascida em 08 de fevereiro daquele mesmo ano.

Registro aproximado.

Transcrição: ¨ Aos dezessete de setembro de mil novecentos e dezessete, o Reverendo Pe. Georgino Cândido dos Santos batizou solenemente na Matriz de Baturité, Iracema, nascida aos oito de fevereiro do mesmo anno, filha legítima de Francisco Silvério e Júlia Alves. Foram padrinhos Joaquim Alves Mattos e Setulades Borges. O Vigário Georgino Cândido dos Santos ¨

Seguindo em frente com a pesquisa encontrei também seu registro civil. Os livros de registro civil do Cartório de Baturité já estavam no Arquivo Público do Estado do Ceará, e lá, a informação muda: o nascimento foi registrado no dia 13 de junho, com a data de nascimento anotada como 09 de junho de 1917.

Página do Livro de Nascimento de Baturité, de 1916 a 1919 (1)

Transcrição: Nº 26
¨Aos treze dias do mez de Junho do anno de mil novecentos e desessete, da era vulgar, em meu cartório, nesta cidade de Baturité, Estado do Ceará, República dos E. U. do Brasil, compareceu o cidadão Francisco Silvério, funcionário público aposentado, residente nesta cidade, casado com dona Júlia Alves Silvério, elle natural desta cidade e ella do território do Acre e perante mim official interino do Registro Civil e às testemunhas abaixo assignadas, declarou que no dia nove do mez de Junho corrente (sabbado), em casa de sua residência , ao pé do cemitério público, à margem esquerda da estrada de Bananeiras, nasceu uma creança do sexo feminino que recebeu o nome de Iracema, a qual é filha legítima do declarante e da sua referida mulher, dona Júlia Alves da Silva, digo Alves Silvério, que são avós paternos da creança, Antônio Silvério do Nascimento e Justina Francisca do Nascimento, já fallecidos, que são avós maternos da mesma creança Hermino Alves de Castro e Thereza Hollanda de Castro, já fallecidos. E para constar lavrei este termo, que vai devidamente assignado. Eu, Candido Thaumaturgo, Official Interino do Registro Civil, o escrevi.¨

E agora, qual dessas datas é a verdadeira?
Essa é uma situação muito comum no estudo genealógico brasileiro, especialmente quando lidamos com registros do início do século XX. Registros de nascimento muitas vezes eram feitos tardiamente, às vezes semanas ou até meses depois do nascimento. A memória dos pais, a conveniência da data, ou até uma tentativa de ajustar o nascimento a datas simbólicas ou religiosas podiam influenciar o que era oficialmente anotado.

No caso de Iracema, as três datas coexistem:

  • 08 de fevereiro de 1917 – data registrada no batismo católico.
  • 09 de junho de 1917 – data que consta no registro civil.
  • 24 de junho – a data vivida, lembrada e comemorada, que ficou na memória afetiva da família.

A verdade é que, na genealogia, a memória afetiva e os documentos podem entrar em conflito e cabe a nós acolher ambos. Os documentos ajudam a firmar a história nos fatos, mas as datas lembradas carregam sentimentos, identidade e cultura.

No fim das contas, talvez Iracema tenha mesmo nascido em fevereiro, mas foi em junho e especialmente no dia 24 que ela nasceu para todos nós.

Guethner Gadelha Wirtzbiki, em frente ao Arquivo Público do Estado do Ceará.

Emissão do meu Assento de Nascimento Português

Eis um dia especial: Agora, de fato e de direito, cidadão português.

Após vários processos de nacionalidade que desenvolvi por encomenda, hoje foi a minha vez de ser agraciado com a conclusão do meu processo.

Tenho que agradecer a minha avó Francisca Furtado de Macêdo, que foi elo essencial para esse feito. Foi quando comecei a olhar para ela que descobri um mundo de possibilidades e desvendei uma trilha até então inimaginada.

Também agradeço aos seus pais, Augusto Lobo de Macedo e Sila Furtado de Aquino (falecida de complicações no parto), que ao se casarem foram ¨dispensados do impedimento de consanguinidade no terceiro grau atingente ao segundo, e de afinidade licita no segundo grau simples¨. Essa endogamia, era apenas mais uma pista a ser seguida.

Augusto, afilhado de Padre Cícero Romão Batista, era primo de primeiro grau do seu sogro, Antônio Furtado de Menezes. Ambos, netos do casal João Lobo de Macedo e Senhorinha de Mendonça Barros: Augusto, por seu pai Joaquim Lobo de Macedo, e Antônio, por sua mãe, Maria Senhorinha de Macedo.

Das travessias do Atlântico nas caravelas portuguesas em meados de 1500, passando pelos engenhos de açúcar na capitania de Pernambuco e o avanço pecuarista nas sesmarias das terras do Ceará, até a jovem Francisca, órfã de mãe, que veio do interior para a capital residir na casa de parentes para poder estudar e se apaixonou pelos olhos claros do vizinho da casa da frente, no bairro Benfica, muitas histórias se desdobraram.

Porto, Lisboa, Bahia, Pernambuco, Ceará… Deslocamentos, guerras, perseguições, mudanças das mais diversas. Ecoou o som do berrante no pasto, mas também o tiro do bacamarte. E tudo foi se reconstruindo com as peças do quebra-cabeça que fui montando, parte a parte, a cada documento encontrado, a cada indivíduo que surgia nessa, agora, imensa árvore genealógica.

Dentre tantos locais identificados, o cariri cearense ocupou sim, um grande espaço nessa história. Não somente Missão Velha, Crato, Icó, Várzea Alegre… Mas em especial, uma pequena cidade, às margens do Rio Salgado. E se hoje sou português, sei que o sou via Lavras da Mangabeira.

Agradecer em especial a Belchior da Rosa, meu 15º avô, nascido no Porto, aproximadamente em 23 de Maio de 1543 e falecido após 13 de Novembro de 1597, em Pernambuco. Afinal, esse foi o antepassado em linha reta que fundamentei toda a minha argumentação.

Mas sem esquecer de tantos outros de igual importância, como Maria Simões, Pantaleão Monteiro, Brites Mendes de Vasconcelos, Ruy Capão…

Agora, após anos de estudos genealógicos e processos em instâncias diversas, hei de dar os primeiros passos na vida civil desta nova pátria, que mesmo à distância, me acolhe. Reestabelecendo assim, com os frutos dessa minha pesquisa totalmente autoral, a conexão com a terra dos meus antepassados.

GUETHNER GADELHA WIRTZBIKI

Mais um Certificado de Origem Sefardita emitido pela CIL.

Hoje chegou mais um Certificado da CIL (Comunidade Israelita de Lisboa) oriundo de um trabalho de genealogia feito por mim, após minuciosa pesquisa e elaboração de relatório.

Agora foi a vez da Glícia, que está apta a solicitar sua nacionalidade portuguesa embasada no Decreto lei nº 30-A/2015.Processo bem peculiar que caiu em exigência mas consegui solucionar a situação rapidamente e hoje chegou o Certificado.

Estou elaborando relatórios genealógicos bem embasados para essa finalidade. Minha especialidade é o Ceará, mas atendo também outras linhagens de várias famílias de todo o Nordeste, e do resto do país também.

Quem quiser conversar a respeito de possível eletividade, pode entrar em contato comigo pelo número (85) 98890-1100 (Whatsapp).

#genealogia#portugal#sefarad#sefardita#lisboaportugal#lisboa#aveiroportugal#porto#algarve#algarveportugal#fortaleza#crato#juazeirodonorte#Lavrasdamangabeira#missaovelha#barbalha#varzeaalegre#cariri#cariricearense#cariricomoeuvejo

Mais um Relatório de Genealogia aprovado pela CIL (Comunidade Israelita de Lisboa)

Chegou agora mais um Certificado da CIL (Comunidade Israelita de Lisboa) oriundo de um trabalho de genealogia feito por mim, após minuciosa pesquisa e elaboração de relatório.

Agora o Filipe está apto a solicitar sua nacionalidade portuguesa embasada no Decreto lei nº 30-A/2015.

Mais um ramo do Cariri Cearense, onde muitas famílias têm o direito de solicitar a nacionalidade portuguesa por via sefardita. Estou elaborando relatórios genealógicos bem embasados para essa finalidade.

Minha especialidade é o Ceará, mas atendo também outras linhagens de várias famílias de todo o Nordeste, e do resto do país também.

Quem quiser conversar a respeito de possível eletividade, pode entrar em contato comigo pelo número (85) 98890-1100.(Whatsapp).

Batismo de Francisco Silvério, em Baturité, Ceará, nascido em 07 de Dezembro de 1860.

Batismo de Francisco Silvério, em 28 de Junho de 1861

Francisco, pardo, filho natural de Justina, escrava de Silvério Manuel do Nascimento, nasceo à sete de Dezembro de mil oitocentos e sessenta e foi batizado solenemente como livre perante as testemunhas Antônio da Costa Pereira, casado, e Antônio Barros da Silva, solteiro, a vinte oito de junho de mil oitocentos e sessenta e um. Foram padrinhos Francisco Antônio das Chagas Freire, casado, e Maria …… ……., solteira, moradores nesta freguesia. E lavrei esse assento.
O Vigário Raimundo Francisco Ribeiro¨

Note-se escrito no lado direito: Francisco, Liberto.

Essa é uma digitalização e uma transcrição feita por mim, do assento de batismo de meu bisavô Francisco Silvério, pai de minha avó materna, Iracema.

Sabíamos em família que ele era filho do dono da Fazenda com uma escrava, e que por isso o pai tinha o colocado para estudar. Ao achar esse assento de batismo no livro de Batismos da Igreja Nossa Senhora da Palma , de Baturité, Volume de Janeiro de 1861 a Julho de 1866, conseguimos identificar algumas questões que vêm confirmar a narrativa familiar, mesmo que não seja prova cabal.
O primeiro caso é fato de Francisco ter nascido pardo, e não preto. Se ele nasceu pardo, então é fato não era filho de Justina com outro escravizado (O nome Justina também descobri nesse assento de Batismo). Confirmando a hipótese que era mestiço
O segundo caso é que Francisco nasceu liberto, como consta na anotação à margem direita do termo, e como é informado com a palavra ¨livre¨, dentro do texto. Ora, a lei do ventre livre só entrou em vigor em 28 de Setembro de 1871, uma década depois do nascimento de Francisco. Então qual seria o motivo de Francisco nascer liberto?

Possivelmente isso foi decidido por causa das condições de seu nascimento. Não acredito que o pai de Francisco fosse um abolicionista. Nota-se também que Francisco nasceu liberto, mas sua mãe Justina permaneceu escrava, como consta no texto.
Enfim, suposições apenas em cima de análise das informações que temos.

De fato Francisco Silvério recebeu educação, tornou-se escritor, publicou 4 livros (Cantos Singelos, Cromos, Dumont e o espaço (Ou Sonhos aéreos) de 1902, (a 2ª Edição dos dois primeiros foi acrescida de Versos Inéditos (1904) e foi um dos Fundadores do Centro Literário, que foi uma importante sociedade cultural do início do século XX.

Na vida profissional foi ourives e funcionário público.

Existem citações sobre ele no livro 1001 Cearenses notáveis, de autoria de F. Silva Nobre (http://portal.ceara.pro.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2221&catid=293&Itemid=101), Na Revista do Instituto do Ceará de 2010 (http://portal.ceara.pro.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28743&catid=332&Itemid=101) e também no Dicionário Bio-bibliográfico Cearense de autoria do Barão de Studart (http://portal.ceara.pro.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1486&catid=292&Itemid=101). Os links que coloquei acima são do portal da História do Ceará.

Capa da identidade de Francisco Silvério
Parte interna da Identidade de Francisco Silvério emitida em 20 de Maio de 1936, dois anos antes de seu falecimento.

Na identidade consta que a data de nascimento foi dia 07 de Dezembro de 1862, porém em todas as outras fontes constam 07 de Dezembro de 1860. Para Barão de Studart o próprio Francisco Silvério disse a data e ainda consta o local de nascimento, o Sítio Bom Sucesso, em Guaramiranga; e no assento de batismo, que é fonte primária, também confirma ser 07 de Dezembro de 1860.

Na época de seu nascimento, Guaramiranga ainda pertencia a Baturité, e a igreja Nossa Senhora da Conceição, que é em Guaramiranga, só foi inaugurada em 1873. Por isso o seu registro foi feito na Igreja Nossa Senhora da Palma.

O Autor Guethner Gadelha Wirtzbiki é bisneto por via materna do poeta Francisco Silvério

Ligação direta com Manoel da Costa Gadelha, o primeiro GADELHA que chegou ao Brasil

O primeiro GADELHA que veio para o Brasil foi Manoel da Costa Gadelha, nascido em Cartaxo, Santarém, Portugal no ano de 1633 e batizado no dia 13 de Dezembro de 1633. Ele era filho do Alferes Francisco Rodrigues Gadelha (1618-1646) e de Francisca da Costa. Seu pai, o Alferes Francisco Rodrigues Gadelha faleceu no assalto a Taparica, em Portugal, no ano de 1646.
Manoel da Costa Gadelha veio para o Brasil para ajudar na guerra contra os Holandeses na Bahia. Após servir entre 5 e 6 anos na Bahia, passou para o Rio São Francisco e junto com Nicolau Aranha Pacheco, tomaram uma importante fortaleza holandesa na Vila de Penedo. Após isso passou à Pernambuco onde serviu 2 anos na guerra e lá casou com Francisca Lopes Leitão, viúva de Bento Fernandes Casado, que tinha 3 filhos de seu primeiro casamento. Desse segundo casamento, descendo do primeiro filho do casal, o Coronel Jorge da Costa Gadelha, que nasceu em Igarassu em 1655. Desse casamento de Manoel da Costa Gadelha também nasceram Nicolau da Costa Gadelha (1670 – ? ), João Leitão Arnoso (1674 – ?), Antônio da Costa Gadelha (1676 – ?), Theresa da Costa Gadelha (1688 – ?), Antônia da Costa Gadelha, Francisca Leitão, Pedro Leitão Arnoso e Violante Leitão.

Seguindo a linhagem de seu filho Jorge da Costa Gadelha, do qual eu descendo, temos que ele casou com Marianna de Sousa e teve filhos, e um desses filhos recebeu o mesmo nome do pai, Jorge da Costa Gadelha.

Foi esse Jorge da Costa Gadelha, filho de Jorge da Costa Gadelha e neto de Manoel da Costa Gadelha que foi o primeiro GADELHA a vir para o Ceará. No livro ¨Na Ribeira das Onças¨, de autoria de autoria de Lauro de Oliveira Lima, nas páginas 166 e 167 citam esse Jorge da Costa Gadelha, também Coronel, que também foi Juiz de Órfãos de Aquiraz por provisão do Capitão-mor João Batista Furtado em data de 09 de Março de 1728, foi nomeado Mestre de Campo do Terço de Auxiliares do Ceará na vaga aberta por João de Barros Braga a 27 de Novembro de 1743 (RIC – Tomo 37 página 307 – Barão de Studart. No texto informa que ele era neto de Manoel da Costa Gadelha de Iguarassu – Pernambuco, e que atuou no inventário de Ana Maria Maciel

Esse Jorge da Costa Gadelha casou no dia 07 de Janeiro de 1726 em Aquiraz, com Anna Lopes e tiveram vários filhos. O filho de Jorge da Costa Gadelha que de qual é proveniente minha ascendência direta foi João da Costa Gadelha (1727 – 1802), que casou com Antônia Maria de Sousa (1749 – 1800). Esse casal teve vários filhos, dos quais 1 teve o mesmo nome do pai, João da Costa Gadelha, nascido em Aquiraz no dia 03 de Agosto de 1768. Esse João da Costa Gadelha casou com Angela Maria da Assumpção e foram pais de Francisco da Costa Gadelha que nasceu em Aquiraz no dia 20 de Outubro de 1794.

Página onde consta o Batismo de Francisco da Costa Gadelha , em Aquiraz, no dia 20 de Outubro de 1794

Francisco da Costa Gadelha e Anna Maria da Purificação tiveram 5 filhos: José Alberto da Costa Gadelha (1820 – 1880), Francisco da Costa Gadelha (1826 – ?), Angella (1829 – ?), Anna (1832 – ?) e Manoel (1837 – ?).

Desses filhos do casal Francisco da Costa Gadelha e Anna Maria da Purificação, minha ascendência vem do filho Francisco da Costa Gadelha nascido em Aquiraz em 18 de Fevereiro de 1826.

Esse Francisco da Costa Gadelha nascido em 1826 casou com Maria Francisca da Conceição e foram pais de José da Costa Gadelha. José da Costa Gadelha (1851 – 1890) , nasceu em Aquiraz em 1851 e casou com Maria Assumpção Ramos (1851 – 1898) em Aquiraz no dia 20 de Novembro de 1871.

Parte do livro de casamentos da Igreja de São José de Ribamar, em Aquiraz, referente ao casamento de José da Costa Gadelha e Maria Assumpção Ramos no dia 20 de Novembro de 1871

Do casamento de José da Costa Gadelha e Maria Assumpção Ramos nasceu Diogo Ramos Gadelha (não encontrei outros filhos até o momento)

Diogo Ramos Gadelha casou com Hilda Serra Gadelha (Nome de Casada) e tiveram os seguintes filhos:
Dnajar Ramos Gadelha (1911 – 1981), Délio Serra Gadelha (1917 – ?), Dilara Serra Gadelha (1919 – 1977), Deraldo Serra ( ? – 1967), Diderot Serra Gadelha, Diogo Serra Gadelha, Dráulio Serra Gadelha, Duvaldo Serra Gadelha e Dário Serra Gadelha. Desses, minha linhagem vem pelo meu avô materno Dnajar Ramos Gadelha, nascido em Fortaleza em 05 de Fevereiro de 1911, que contraiu casamento com Iracema Silvério Gadelha (nome de casada) em Parangaba, Fortaleza no dia 07 de Abril de 1934 e faleceu em 15 de Junho de 1981.

Os filhos desse casal Dnajar Ramos Gadelha e Iracema Silvério Gadelha foram 13, sendo 8 mulheres e 5 homens, a saber:

Dnajar Ramos Gadelha Filho, Dayse Silvério Gadelha, Djalma Silvério Gadelha, Djanira Silvério Gadelha, Dirce Silvério Gadelha, Dione Silvério Gadelha, Denes Silvério Gadelha, Dário Silvério Gadelha, Darjan Silvério Gadelha, Denise Silvério Gadelha, Dulce Maria de Fátima Silvério Gadelha (Minha mãe), Diana Silvério Gadelha, Djanilda Silvério Gadelha.

Dulce Maria de Fátima Silvério Gadelha, filha de Dnajar Ramos Gadelha e Iracema Silvério Gadelha, nasceu em 18 de Março de 1953 e casou-se com Gothardo Macedo Wirtzbiki em 16 de Outubro de 1979, desse casamento teve 2 filhos, eu, Guethner Gadelha Wirtzbiki e minha irmã.

Assim, consegui fazer a minha ligação direta com Manoel da Costa Gadelha, o primeiro GADELHA a chegar no Brasil, totalizando 13 gerações até o pai de Manoel, o Alferes Franscisco Rodrigues Gadelha.



Carta de Dnajar Gadelha para Iracema. Meus avós maternos.

Primeira parte da carta
Segunda parte da carta

Cedro, 2 de Novembro de 54


Querida Iracema, Opúsculo-te carinhosamente
Iracema, agora na passagem do trem recebi tua cartinha a qual veio encher-me de satisfação, especialmente em saber que vós todos sem novidades, querida desde hontem quando recebi o amigo do Djacir de que eu procurasse carta no trem de hoje fiquei impressionado pensando que tinha novidades, mas graças a Deus tudo em paz. Iracema, arrependo-me tanto de ter vindo passar essa vez aqui que não ?????? . Suas graças à Deus já está na metade do tempo e tenho ido muito bem e espero atingir o meu intento. Quanto à minha perna já está quase sarada, Diga a Denis que o cavalinho dele já está em meu poder e estou esperando os outros hoje (2)

Iracema tenho estado sempre com Raimunda tia de Ilca. Aliás esta me disse que havia recebido carta daí de que tinha pedido o quarto quando na realidade nós demos foi a casa toda para eles morarem. Como vai a política por aí? Então Dnajar ainda continua no hospital? Dayse, Djanira, Dirce, Dione e os demais meninos, todos bons não é? Djanira recebeu meu telegrama de felicitações no dia 9? Sinhá Amélia ainda muito? Iracema tenho tido tantas saudades que te juro não sairei de casa por mais tanto tempo. Da outra vez que aqui estive não senti tanto, acho que é por que fui obrigado. Mas agora a couza foi diferente pois não me sai do pensamento a nossa contínua lua de mel de 21 anos assim como também a imagem de nossos filhos. Iracema, anexo a presente segue uma lata de chourisso. A não ser que o sujeito ???? a tempo de seguir hoje e se não tiver a tempo mandarei no trem que chega aí segunda-feira. Sem mais vou terminando enviando lembranças para todos ???????????? Para ti um forte amplexo acompanhado de muitos beijos.


Dnajar Gadêlha
Em tempo. Amanhã irei a Iguatu e falarei com o João para que ele dê um pulo aí para conversar com você. Segunda-feira irei a Crato e quarta-feira e sábado irei para Paraíba e talvez quem sabe quando menos esperar chegarei por aí
O Mesmo.

Obs: transcrição de Guethner Gadelha Wirtzbiki, cortesia de Diana Júlia Gadelha.

Recebimento do meu Certificado de Cidadania Alemã (Staatsangehörigkeitsausweis)

Agora é Oficial!

Acabei de receber a informação que o meu Certificado de Cidadania Alemã (Staatsangehörigkeitsausweis) foi emitido em Colônia, no dia 10 de Março de 2020, e já se encontra no Consulado Honorário Alemão em Fortaleza. Foi um processo demorado, que precisou de muitas comprovações documentais, as quais consegui com estudo genealógico, procurando, além das fontes familiares, em órgãos como o Arquivo Público de Hamburgo, Arquivo Público do Estado do Ceará, Cartórios diversos na cidade de Fortaleza, etc.

Fiz essa busca sozinho (não contratei genealogista nem advogado), mas tive pessoas que me auxiliaram nesse processo, como minha Tia Érika (In memorian) , Tia Sandra Wirtzbiki , Primo Paul Gerhard (In memorian), prima Carolina Wirtzbiki, prima Bárbara Wirtzbiki, entre outras pessoas que foram presentes em algum momento nessa caminhada.

O processo iniciou-se no Consulado Honorário de Fortaleza, para poder ir ao Consulado Geral da Alemanha no Recife, e então dar entrada na Agência Federal de Administração (BVA) em Colônia. Durante esse período, que iniciou em 2014, quando o Consulado Alemão de Fortaleza ainda era na Rua Dr. José Lourenço e o Cônsul Honorário era o sr. Dieter Gerding, muita coisa mudou. Mudou o endereço do consulado, mudou o cônsul, houve a intensificação da guerra na Síria, mas uma pessoa não mudou e continuou comigo desde o início, que foi a sra. Paulina Silva Mathias, a quem devo imensa gratidão por seu acompanhamento e profissionalismo.

Estou muito feliz. É bastante prazeroso receber o resultado positivo dessa empreitada.

Agora, além de brasileiro, posso afirmar, sou alemão. Ja, ich bin deutscher.

Guethner Gadelha Wirtzbiki

#Duplacidadania #Cidadaniaalema #Pesquisagenealogica #Historiadafamilia #Familiawirtzbiki #Prussia #Alemanha #Pomerania #Alemaesnoceara #Alemaesnonordeste #Alemaesnobrasil #Imigraçaoalema

Quando a tecnologia aproxima mais futuro, presente e passado.

A tecnologia a maioria das vezes veio para ajudar. E recentemente recebi um presente temporário de um programa de genealogia que possuo conta, que veio dar mais luz aos eventos do passado. Trata-se de um programa de inteligência artificial que coloriza fotos em preto e branco, que desde o dia que comecei a ter acesso, me trouxe muita alegria, pois temos como ver em cores as fotos antigas de família, de outros tempos, com muito mais vida e de uma forma por mim não vista anteriormente, e isso para um amante da genealogia tem imenso valor.

Por exemplo, a foto do meu pai Gothardo Macedo Wirtzbiki, ainda criança, no colégio. Uma foto bem típica:

Gothardo Macedo Wirtzbiki, ainda criança, no colégio.

Quando colorizada pelo sistema, trouxe uma imensidão de cores, nos seus detalhes:
Gothardo Macedo Wirtzbiki, ainda criança, no colégio. (Foto colorizada)

Ou mesmo a foto da primeira casa do Bairro Jóquei clube, quando meu bisavô Franz Wirtzbiki, comprou um terreno com várias fruteiras e apenas essa casa. A foto data de 1930 e traz a primeira construção, que era a casa da família Wirtzbiki, no sítio Glück-Auf, no terreno que hoje é o Bairro do Jóquei Clube em Fortaleza. Essa casa ficou sendo conhecida como ¨A casa das 4 janelas¨, por conta de sua arquitetura peculiar.

Casa do sítio Glûck-Auf, de propriedade de Franz Wirtzbiki, na década de 1930. A Primeira casa do , hoje, bairro Jóquei Clube.

Agora, com muito mais vida, trazendo as cores da natureza.

Casa do sítio Glûck-Auf, de propriedade de Franz Wirtzbiki, na década de 1930. A Primeira casa do , hoje, bairro Jóquei Clube. (Foto colorizada)

Essa mesma casa, com o passar dos anos, foi sendo reformada, como pode-se ver adiante:

Casa do sítio Glûck-Auf, de propriedade de Franz Wirtzbiki, após reforma. Observa-se os mesmo quatro janelões, e o terreno já terraplanado.

E com cores também traz uma nova visão da mesma.

Essa casa não existe mais. Foi demolida. Antes disso, quando a mesma foi vendida pela família para o Doutor Suliano, chegou a ser a primeira sede da sede da sua primeira clínica no local, enquanto ele construía o novo hospital ao lado, onde hoje é a faculdade Estácio FIC Parangaba. Depois foi vendida para uma construtora, que a demoliu e construiu na área o condomínio Residencial Jockey , que fica na Avenida Fernandes Távora, nº 101.

Pude também ver a foto dos meus avós , Geraldo Wirtzbiki e Francisca Macedo Wirtzbiki, de outra forma:

Geraldo Wirtzbiki e Francisca Macedo Wirtzbiki. (Foto colorizada)

E a foto de minha tia avó, Erika, ainda jovem:

A foto da minha bisavó Hedwig, com alguns de seus netos, no sítio Glück-Auf, também criou mais vida.

E também quando minha Bisavó Hedwig, foi registrada assinando os documentos da venda do terreno onde foi construído o Estádio Alcides Santos, do Fortaleza Esporte Clube, que fica na Avenida Fernandes Távora, nº 200.

Deixando um pouco a ascendência da família Wirtzbiki, peguei uma foto muito importante da minha família materna, que foi a do meu avô Dnajar Ramos Gadelha, Junto de seus amigos do Exército, que estavam se preparando para ir à Revolução de São Paulo, na década de 1930. (Meu avô Dnajar, é o número 3, que está sentado)

E ainda na década de 1930, utilizando uma foto da família de meu bisavô paterno, Augusto Lobo de Macedo, onde são retratados os filhos e netos do casal Joaquim Lobo de Macedo e Joaquina Lobo de Macedo, que eu já tinha postado aqui no blog, uma foto que está escrita com nomes das pessoas presentes (Essa foto pode ser conferida no Post : https://ancestralidadedeguethnerwirtzbiki.home.blog/2020/03/11/a-felicidade-de-encontrar-uma-nova-fotografia/). Agora , posto a foto sem nenhum nome escrito.

Foto de Joaquim Lobo de Macedo, Joaquina Lobo de Macedo, filhos e netos, datada de 1930.

Essa foto, colorizada, ficou ainda mais cheia de vida:

Foto de Joaquim Lobo de Macedo, Joaquina Lobo de Macedo, filhos e netos, datada de 1930. (Colorizada)

E falando em casal Joaquim Lobo de Macedo e Joaquina Lobo de Macedo, quem é descendente desse tronco da família Macedo, oriunda do sítio Calabaço, de Lavras da Mangabeira, que nunca viu a foto desse casal?

Joaquim Lobo de Macedo e Joaquina Lobo de Macedo

Essa foto eu também já tinha publicado aqui no Blog no Post abaixo (https://ancestralidadedeguethnerwirtzbiki.home.blog/2019/06/17/joaquim-lobo-de-macedo-e-maria-joaquina-da-cruz-marica-lobo-joao-lobo-de-macedo-e-senhorinha-de-mendonca-barros-capitao-jose-joaquim-de-macedo-e-rosa-perpetua-do-sacramento-antonio-ferreira-lo/). Mas ainda não tinha postado a versão colorizada dessa foto, que pode ser novidade para muitos:

Joaquim Lobo de Macedo e Joaquina Lobo de Macedo. (Colorizada)

Enfim, enquanto estou com acesso ao sistema, estou fazendo a colorização de todas as fotos que possuo, porém são poucas. Mas me coloco à disposição de todos que tenham interesse, que entrem em contato comigo para que me enviem suas fotos antigas, preto e branco, para que possamos colorizá-las. Pode ser por aqui no Blog, pode ser pelo meu e-mail corretorgadelha@hotmail.com ou pelo whatsapp +55 85 98890-1100. Aguardo o contato de vocês.