De João Bezerra Monteiro aos seus tetravós

Na página 376 da ¨Nobiliárquica Pernambucana¨, fala-se de ¨6 – D. Joanna de Lacerda Cavalcante, que casou duas vezes: a primeira com o capitão mor Affonso de Albuquerque Maranhão, fidaldo da casa Real, Senhor do Engenho de Cunhaú, … E a segunda vez casou esta com João Bezerra Monteiro, filho de Bento Rodrigues Bezerra e de sua mulher D. Petronilla Velho de Menezes, e de nenhum desses matrimônios teve sucessão¨. Entende-se que desse segundo casamento não houve sucessões, mas que realmente trata-se do João Bezerra Monteiro, outrora casado com a D. Caetana Romão Romeira Rodrigues de Sá, o qual tivera filhos, dentre os quais, Joana Monteiro Bezerra de Menezes, de minha linhagem. Isso porque, no texto que se refere a Leandro , escrito pelo Barão de Studart , no seu Livro ¨Diccionário Bio-bibliográfico Cearense¨, escreveu:

¨O Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro era filho de pae Sergipano, Antonio Pinheiro Lobo, e mãe Pernambucana, D.a Joanna Bezerra de Menezes, que de Goyanna veio para O Ceará com o pae C.el João Bezerra Monteiro¨

Interessante também notar que João Bezerra Monteiro viera de Goyanna – Pernambuco, e que o texto informa que Joanna Bezerra de Menezes veio ao Ceará com o seu pai, e não consta referência à sua mãe, talvez, nesse momento, já falecida.
Outro fato importante é que D. Joanna de Lacerda Cavalcante é retratada como Joana Ribeiro de Lacerda, na revista do Instituto do Ceará, publicada em 1976, quando na página 09, retrata: ¨Bento Bezerra casara-se com D. Petronilla Velho Menezes, de origem baiana, também descendente de tradicionais estirpes…¨ E cita que ¨Do casal foram filhos 1-João Bezerra Monteiro, casado com Joana Ribeiro de Lacerda e residentes em Goiana.

Na Nobiliárquica Pernambucana, página 90, temos o texto que cita que Bento Rodrigues Bezerra era casado com Petronila de Menezes, quando falam de Maria Magdalena de Sá e Oliveira, que casou-se duas vezes: ¨A primeira, com Francisco Bezerra de Menezes, filho de Bento Rodrigues Bezerra e de sua mulher D. Petronila de Menezes. E se formos na página 46 da Nobiliárquica, veremos citação dos pais e avós paternos de Bento Rodrigues Bezerra, quando o texto nos diz:
¨Simôa Bezerra, casou com Bento Rodrigues da Costa, filho de Manoel Rodrigues e de Maria Simões, e foram seus filhos¨, entre outros, Bento Rodrigues Bezerra.

Ora, no texto ¨Os Bezerra de Menezes – As Origens¨ de autoria de Vinicius de Barros Leal, publicado em 1976 na Revista do Instituto do Ceará, encontramos o mesmo Bento Rodrigues Bezerra, que morava na cidade de Goiana. O autor, no discurso , informa no final da página 02, que começaria a argumentação pelo bisavô de Bento Bezerra, o vianês Domingos Bezerra Felpa de Barbuda. Assim, começou: ¨Domingos Bezerra, natural de Viana da Foz do Lima, (Denunciações de Pernambuco, 272), ali nasceu em 1526, filho de Antônio Martins Barbuda e de D. Maria Martins Bezerra. Disse, diante o Tribunal do Santo Ofício, em Olinda que era ¨fidalgo de geração¨. O texto diz que Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, ¨deve ter chegado na florescente colônia ainda muito moço, solteiro, pois, aí casou, com Brasia Monteiro, vinte e tantos anos mais moça que ele e filha de Pantaleão Monteiro, fundador do engenho de S. Pantaleão, na Várzea do Capibaribe. Este Pantaleão, dado como ¨Judeu Marrano¨por Boxer, em Ös Holandeses no Brasil¨, era muito rico, senhor de muitas propriedades e de grande soma de bens, incluindo ouro, prata, jóias, etc.
Pouco após no texto, na página 13, vemos a citação da chegada do bisavô e Trisavô de Bento Rodrigues Bezerra ao Brasil: ¨O primeiro da família a chegar em Pernambuco foi Antônio Martins Barbuda e sua mulher D. Maria Martins Bezerra. Vieram na comitiva de Duarte Coelho, em 1535 e traziam alguns filhos, entre eles, Domingos Bezerra Felpa de Barbuda¨que devia ter 9 anos de idade. Todos os filhos casaram em Pernambuco. O mais velho, Domingos, com D. Brasia Monteiro filha do já referido Pantaleão Monteiro.

O texto diz que o bisavô paterno de Bento Bezerra, o patriarca dos Bezerra de Menezes no Ceará foi Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, nascido em Viana, Foz de Lima, (Denunciações, 271) , casado em Olinda, mais ou menos em 1567, sendo Brasia mais moça que ele, 28 anos. Dentre os seus filhos, teve um que chamou-se Domingos Bezerra Felpa de Barbuda que casou-se com Antônia Domingos Delgado (Esses são os avós de Bento Rodrigues Bezerra).

Prossegue o texto informando que ¨destes, interessam-nos , para a genealogia dos Bezerra de Menezes cearenses, o segundo Domingos Bezerra e sua mulher Antônia Delgado, filha, ela, de Cosme Rodrigues e de D. Simoa da Rosa¨. E ainda que Simoa da Rosa ¨certamente era cristã nova¨e ¨irmã de Belchior da Rosa). Interessante que fala ainda que Cosme Bezerra Monteiro e D. Simoa Bezerra foram filhos de Domingos Bezerra 2º e de D. Antônia Delgado, e que Simoa Bezerra casou-se com o português Bento Rodrigues da Costa, e que deste casal procedem todos os Bezerra de Menezes do Ceará. Bento e D. Simoa, foram pais, de, entre outros, Bento Rodrigues Bezerra que casou-se com D. Petronilla Bezerra, e veio para o Ceará com alguns de seus 9 filhos.

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De Caetana Perpétua do Nascimento Bezerra de Menezes até João Bezerra Monteiro casado com Caetana Romão Romeira Rodrigues de Sá

Pegando o gancho de que a caririense Caetana Pérpetua do Nascimento Bezerra de Menezes, era filha do sergipano Capitão Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça e sua mulher, a pernambucana Joana Bezerra Monteiro ou Joana Bezerra de Menezes, onde também informa-se que Caetana era irmã do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, recorri ao texto ¨Vida do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro¨, escrito por J. Dias da Rocha Filho, publicada no ano de 1916 , pelo Instituto Histórico do Ceará. Dessa forma, consigo fazer comparativos e dar continuidade à linha sucessória de Joana Monteiro Bezerra de Menezes.

O texto do livro ¨A estirpe de Santa Teresa¨confirma que Caetana Perpétua do Nascimento Bezerra de Menezes e o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro eram irmãos, filhos do Capitão Antônio Pinheiro Lobo e de Joana Bezerra Monteiro.

No texto, o autor cita que Leandro Bezerra Monteiro nasceu no Engenho de Moquem, situado nas vizinhas do Crato, no dia 05 de Dezembro de 1740, e que ¨Seu avô materno, o Coronel João Bezerra Monteiro, fôra o primitivo dono dessa propriedade, para qual se passara para a fazenda de Zoroés, que possuía nas imediações de Icó. Ali viveu muitos anos, até que casando a sua filha D. Joanna Bezerra de Menezes com o Capitão Antônio Pinheiro Lobo, dotou-a com o aludido Engenho.¨

Esse texto confirma que Joana Bezerra de Menezes, mãe do brigadeiro Leandro Bezerra de Monteiro e de Caetana Perpétua do Nascimento Bezerra de Menezes, era a filha do Capitão João Bezerra de Menezes , fundador do Engenho de Moquém.

Mais adiante, o texto informa que ¨D. Joana Bezerra de Menezes, mãe do Brigadeiro, provinha do consórcio do Coronel João Bezerra Monteiro, com D. Caetana Romão Romeira Rodrigues de Sᨠe que ambos eram naturais de Pernambuco. Dessa forma, confirmamos o nome dos pais de Joana Monteiro Bezerra de Menezes: Eram eles João Bezerra Monteiro e Caetana Romão Romeira Rodrigues de Sá.

Do casal Joaquim Lobo de Macêdo e Maria Joaquina da Cruz (Marica Lobo) até Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça e Joana Monteiro Bezerra de Menezes.

Augusto Lobo de Macedo, meu bisavô, era filho do ¨Capitão Joaquim Lobo de Macedo, nascido no Crato e Falecido em Lavras da Mangabeira , com 81 anos de idade aos 19.5.1937, oficial da Guarda Nacional da Comarca de Lavras, casado com sua parenta Maria Joaquina da Cruz (Maria ou Marica Lobo), de Missão Velha , filha de José Vicente da Cruz e Joaquina Maria Saraiva da Cruz (Quina)¨

Capitão Joaquim Lobo de Macedo e Maria Joaquina da Cruz (Marica Lobo)

Esse texto está escrito na página 333 do livro ¨A Estirpe de Santa Teresa¨, do historiador Joaryvar Macedo, no ítem h1f.

Envio abaixo alguns documentos digitalizados dos livros da Igreja Católica que confirmam a existência dos mesmos.

Página inteira do livro de óbitos de Lavras da Mangabeira
Parte específica do falecimento de Joaquim Lobo de Macedo, falecido de Urinia , viúvo de Maria Joaquina de Macêdo

O Capitão Joaquim Lobo de Macedo era filho do Capitão João Lobo de Macedo. João Lobo de Macedo ¨Mudou-se de Crato , com sua mulher e filhos, em 1866, para o sítio Calabaço, município de Lavras da Mangabeira, onde faleceu com 69 anos de idade, aos 8.8.1895. Casou-se aos 9.7.1844 no Sítio Romeiro, em Crato, com sua parenta, ¨no quarto grau misto de consanguinidade¨, Senhorinha de Mendonça Barros (Sinhara), de Crato, falecida, em Lavras da Mangabeira, aos 10.5.1895, com 82 anos, filha de Roque de Mendonça Barros e Maria Josefa da Conceição ou Maria Bezerra de Menezes (Mariquinha), e neta paterna de Manuel Ferreira de Mendonça e Apolinária Barbosa Maciel, e Materna de Estêvão José Teles de Menezes e Ana Joaquina de Menezes¨. O Capitão João Lobo de Macedo foram pais de , entre outros, o Capitão Joaquim Lobo de Macedo. Essas informações constam nas páginas 257 e 258, ítem h1. Abaixo envio mais alguns documentos que comprovam fatos sobre os mesmos:

Página inteira do casamento de João Lobo de Macedo e de Senhorinha de Mendonça Barros

Acima o página inteira do livro da igreja onde consta o casamento de João Lobo de Macedo e de Senhorinha de Mendonça Barros, datado de 09 de Julho de 1844. Abaixo envio a parte editada da página, com devida transcrição.

Parte editada do registro do casamento de João Lobo de Macedo e Senhorinha de Mendonça Barros, pais de Joaquim Lobo de Macedo.

Nas minhas pesquisas também encontrei o registro do óbito de João Lobo de Macedo, meu trisavô:

Página inteira do livro onde consta o falecimento de João Lobo de Macedo, no dia 08.08.1895

Abaixo, coloco a parte editada do referido texto:

Parte editada do livro da igreja onde consta o falecimento de João Lobo de Macedo, no dia 08.08.1895

E também encontrei o registro do falecimento de Senhorinha de Mendonça Barros, o qual demonstro a seguir:

Página do livro inteira onde consta o falecimento de Senhorinha de Mendonça Barros, falecida no dia 10.05.1895

E também coloco a parte editada do mesmo, com transcrição do historiador Antônio Correia Lima:

Seguindo a linha de antecessores de João Lobo de Macedo, vemos que ele era filho do Capitão José Joaquim de Macedo, que ¨residiu em Crato, onde foi proprietário de vários sítios. Em 1862, serviu ali de testemunha no processo de ordenação do Padre Pedro Ferreira de Melo¨. José Joaquim de Macedo, foi casado com ¨Rosa Perpétua do Sacramento, de Crato, filha do sergipano Antônio Ferreira Lobo e da caririense Rita Perpétua, casal tronco dos LOBOS do Buriti-Crato. Rita Perpétua era filha do Capitão João Lobo de Menezes e Rita Maria Bezerra, e neta por via paterna, de Manuel Cabral de Melo e Maria do Amparo Bezerra, e por via materna, do paraibano Alferes Manuel de Sousa Pereira e da caririense Caetana Pérpetua do Nascimento Bezerra de Menezes. O Alferes Manuel de Sousa Pereira era filho do português lisboeta Antônio de Sousa Pereira e Maria da Silva Correia, natural de ¨Tacoara¨, e sua mulher Caetana Perpétua era filha do sergipano Capitão Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça e sua mulher, a pernambucana Joana Bezerra Monteiro ou Joana Bezerra de Menezes, e irmã do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro. O Capitão Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça, que descendia em linha reta do casal luso-tupinambá Diogo Álvares Correia , o Caramuru, e Catarina Álvares, a Paraguaçu, é tronco, no Cariri, dos Bezerra de Menezes, Pinheiros, Monteiros e Lobos de Macedo, entre outros.

Óbito de Rosa Perpétua do Sacramento, casada com José Joaquim de Macedo

Viúvo, o Capitão José Joaquim de Macêdo casou uma segunda vez, aos 23.11.1853, em Crato, com a viúva do Coronel Francisco Xavier de Sousa, com quem provavelmente não teve filhos; Os LOBOS DE MACEDO procedem dele com a primeira mulher – Rosa Perpétua do Sacramento. Seus filhos nasceram no Crato, entre eles, o Capitão João Lobo de Macêdo.¨

Esse texto está escrito no livro ¨A Estirpe de Santa Teresa¨.

Outro material importante para comprovar a existência de João Lobo de Macêdo e sua filiação de José Joaquim de Macêdo e Rosa Perpétua do Sacramento, é o inventário de Rosa Pérpetua do Sacramento, onde o Capitão José Joaquim de Macedo é inventariante. Abaixo, transcrevo o texto que está arquivado em poder da URCA (Universidade Regional do Cariri) , na Caixa XII, Pasta 174 , produzida no ano de 1851 com 49 folhas:

INVENTARIADO – DONA ROSA PERPETUA DO SACRAMENTO INVENTARIANTE – CAPITÃO JOSÉ JOAQUIM DE MACEDO- CDPH. URCA

Caixa      XII          pasta 174. Produzido no ano de 1851 com 49 folhas. O presente Inventário possui entre outros bens, escravos, objetos de prata, ferro e cobre e bois e cavalos. Localidade: Crato- CE.Dona  Rosa  faleceu  em  11.09.1850. O Inventariante era seu esposo.

TÍTULO DE HERDEIROS

01. João Lôbo de  Macedo  , casado;

02. Francisco Pereira de Macedo, casado;

03. Joaquim Antonio de Macedo Filho;

04. Antonio Joaquim de Macedo;

05. Manuel Joaquim de Macedo, idade de 12 anos;

06. Conrado Joaquim de Macedo;

07. Rita Perpétua do Sacramento  c.c. Antonio Lôbo de Meneses;

08. Antonia Perpétua do Sacramento, de 15 anos de idade;

09. Maria Perpétua do Sacramento, de 8 anos de idade;

10. Isabel, de 3 anos de idade. 

BENS DE RAIZ

01.50 Braças de terras  localizadas no sítio Coqueiro em Crato avaliada em  100$000;

02. 300 braças de terra  localizadas no sítio Romeiro em Crato avaliada em  300$000;

03. Uma posse de terra localizada no Riacho das Antas  avaliada em 300$000;

04. Uma posse de terra  localizada na Ribeira  do Rio Salgado avaliada em 28$000;

05. Uma posse de terra localizada no Riacho dos Carás  com uma casa avaliada em 300$000;

Com esse documento, tem-se mais uma comprovação de que João Lobo de Macêdo era filho do Capitão José Joaquim de Macêdo e de Rosa Perpétua do Sacramento, e confirmando também que João Lobo de Macedo era o filho primogênito.

Resumo de Francisca Furtado de Macedo (Francisca Macedo Wirtzbiki)

Francisca Furtado de Macedo, nasceu em Lavras da Mangabeira no dia 25 de Dezembro de 1926, filha de Augusto Lobo de Macedo e de Sila Furtado de Aquino, sendo filha única desse casamento. Foi batizada na capela do Rosário, em Lavras, no dia 06 de Janeiro de 1927, e foram seus padrinhos os seus avós maternos: Antônio Furtado de Meneses e Maria Guilhermina de Aquino.

Cópia do livro de Batismo de Lavras da Mangabeira , onde consta o batismo de Francisca, filha de Augusto Lobo de Macedo e de Syla Furtado de Aquino, com data de 06 de Janeiro de 1927.

O motivo de Francisca ter sido afilhada de seus avós, e também de ser chamada de Sila, nome da sua mãe, foi que sua matriarca faleceu de complicações do parto, 2 dias após o seu nascimento, conforme pode ser conferido nas anotações no livro de óbito da Igreja de Lavras da Mangabeira:

Óbito de Cilas Furtado de Aquino em 27 de Dezembro de 1926. Falecida de Parto, em 27 de Dezembro de 1926, no Sítio Calabaço, em Lavras, com 22 anos de idade, casada com Augusto Lôbo de Macedo, deixando uma filha, tendo sido sepultada no cemitério desta cidade.

Sila , mãe de Francisca, havia casado recentemente com Augusto, em uma casa particular, no Junco. Ele, já viúvo de seu primeiro casamento, com 32 anos de idade; e ela, com 20 anos de idade.

Um dos registro desse casamento, pode-se constatar nos versos do poeta lavrense João Favela de Macedo:

¨Do Junco pro Calabaço
Casaram com alegria
MACEDO, AUGUSTO e ANTÔNIO
Com ISAURA, SILA e MARIA¨

Ao glosar sobre o tema, o poeta confirma que 3 irmãos do sítio Calabaço casaram com 3 irmãs da fazenda Junco: Vicente Lobo de Macedo (Vulgo Macedo Lobo) casou com Isaura, e Augusto Lobo de Macedo casou com Sila. Já Antônio Lobo de Macedo, O Poeta Lobo Manso (nasceu no sítio Calabaço em 29/07/1888 e faleceu no sítio Calabaço em 20/04/1960), casou-se em 1914 com Maria de Aquino Furtado, (nascida na fazenda Junco em 11/08/1895 e falecida no sítio Calabaço em 08/01/1933).

Abaixo, a cópia do livro da igreja que confirma o casamento de Augusto e Sila:

Cópia do casamento religioso entre Augusto Lobo de Macedo e Sila Furtado de Aquino, no dia 02 de Fevereiro de 1926, em Lavras da Mangabeira.

Sila, mãe de Francisca Furtado de Macedo, falecida precocemente, havia nascido no dia 21 (mas não consegue-se ler mês nem ano), e foi batizada na Paróquia de Lavras, no dia 05 de Fevereiro de 1905, filha de Antônio Furtado de Meneses e Maria Guilhermina de Aquino.

Cópia do Batismo de Silas, filha de Antônio Furtado de Meneses e de Maria Guilhermina de Aquino, na paróquia de Lavras, no dia 05 de fevereiro de 1905

Já Augusto Lobo de Macedo, o pai de Francisca, era filho de Joaquim Lobo de Macedo e de Joaquina Lobo de Macedo e foi batizado no dia 26 de Março de 1893, em Lavras da Mangabeira, tendo como padrinho, o Reverendo Padre Cícero Romão Batista e Nossa Senhora, conforme pode ser conferido na cópia do livro de Batismos da paróquia.

Cópia dos livro de Batismos de Lavras, onde consta o Batismo de Augusto Lobo de Macedo, no dia 26 de Março de 1893
Cópia da parte específica de Augusto Lobo de Macedo
Filho legítimo de Joaquim Lobo de Macedo e Maria Joaquina de Macedo.

Francisca Furtado de Macedo, órfã de mãe, acabou sendo criada inicialmente pelos seus avós maternos e depois por seus tios. Mudou-se para Fortaleza, onde conheceu Geraldo Wirtzbiki, e se casaram no dia 10 de Novembro de 1945, no cartório João de Deus. No dia seguinte, 11 de Novembro de 1945, às 10 horas da manhã, realizaram o casamento religioso na Igreja dos Remédios. O Casal teve 4 filhos, dentre estes, Gothardo Macêdo Wirtzbiki, o meu pai.

Livro de casamentos da Igreja dos Remédios, dia 11 de Novembro de 1945

Francisca de Macedo Wirtzbiki, veio a falecer no dia 09 de Junho de 2006, às 20:30 no Hospital Regional da Unimed, em Fortaleza, tendo sido a causa da morte, falência múltipla dos órgãos e insuficiência vascular periférica. Foi sepultada no cemitério Jardim Metropolitano, na cidade de Eusébio, no Ceará.

*(Guethner Wirtzbiki é neto do casal Geraldo Wirtzbiki e Francisca de Macedo Wirtzbiki; Bisneto de Augusto Lobo de Macedo e de Sila Furtado de Aquino e Trineto do casal Antônio Furtado de Meneses e Maria Guilhermina de Aquino e do casal Joaquim Lobo de Macedo e Joaquina Lobo de Macedo).

Resumo de Hedwig Grete Alma Olga Frentz (Hedwig Wirtzbiki)

Hedwig Grete Alma Olga Frentz, nasceu no dia 19 de Maio de 1897, em Zirkwitz , Greifenberg, região da Pomerânia, na Alemanha. Casou-se com Franz Wirtzbiki no dia 12 de Maio de 1918, no distrito de Schönenberg, em Berlim. Era de religião protestante, filha de Emil Carl Julius Frentz e de Anna Emilie Wilhelmine Voss. Sua mãe nasceu no dia 06 de Setembro de 1874 e batizou-se no dia 20 do mesmo mês. No documento de batismo, da igreja protestante de Zirkwitz, não fica muito nítido o nomes dos pais de Anna Emilie, mas parece ser Carl Voss e Milfalmiun Neumann.

Duplicata do livro da igreja protestante de Zirkwitz, em Greifenberg, com o batismo de Anna Emilie Wilhelmine Voss, em 20 de Setembro de 1874.

Já Emil Carl Julius Frenz, pai de Hedwig, nasceu no dia 31 de Janeiro de 1870 e foi batizado no dia 13 de Fevereiro, na Igreja Evangélica de Treptow an der Rega, Pomerânia, Prússia. Os pais de Emil Carl Julius Frenz foram Carl Frenz e Friederick Wilcke.


Duplicata do livro da igreja protestante de Treptow an der Rega, com o batismo de Emil Carl Julius Frenz, em 13 de Fevereiro de 1870.

Hedwig emigrou para o Brasil, partindo do Porto de Hamburgo, em companhia de sua filha Érika Wirtzbiki, no dia 06 de Outubro de 1923, no vapor Ruy Barbosa, com destino ao nordeste brasileiro. Já em solo tupininquim, teve mais 3 filhos: Geraldo, Heinz e Gunther, totalizando os 4 herdeiros.

Lista de passageiros do Navio Ruy Barbosa, com o nome de Hedwig e Érika.

Enquanto esposo Franz Wirtzbiki exercia o ofício de caldeireiro na Rede Viação Cearense, ela administrava os serviços domésticos da propriedade familiar, o sítio Glück-Auf, para onde se mudaram após o período em que residiram no Sítio São Pedro, na Parangaba.
Plantavam agricultura de subsistência e criavam, entre outros animais, gado leiteiro. A venda do leite produzido no sítio ajudou bastante a renda familiar nesse período.

Dona Margarida (Como foi apelidada), teve papel importante na formação do Bairro Jóquei Clube, após a morte do seu marido. Foi ela quem doou um terreno para o Círculo Operário de Fortaleza e outro para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, além de vender muitos terrenos a particulares, o que facilitou o povoamento da região. Também vendeu o terreno onde hoje está inserido o Estádio Alcides Santos, do Fortaleza Esporte Clube.

Hedwig Wirtzbiki, a dona Margarida, assinando a venda do terreno onde hoje está instalado o Estádio Alcides Santos, do Fortaleza Esporte Clube.

Hedwig, faleceu em Fortaleza, na casa de saúde São Raimundo, no dia 21 de Maio de 1981 de insuficiência cardíaca, fibrilação ventricular e broncopneumonia, aos 84 anos de idade.


*(Guethner Wirtzbiki é bisneto do casal Franz Wirtzbiki e Hedwig Wirtzbiki; Trineto de Emil Karl Julius Frenz e Anna Emilie Wilhelmine Voss; e Tetraneto de Carl Frenz e Friederick Wilcke. (Se confirmados os nomes, é também Tetraneto de
Carl Voss e Milfalmiun Neumann)

Prólogo do Livro ¨Cantos Singelos¨, de Francisco Silvério, publicado em Lisboa no ano de 1894.

Francisco Silvério, meu bisavô, escritor cearense nascido em Guaramiranga (Baturité), em 07/12/1860 escreveu 4 livros: Cantos Singelos; Cromos; Dumont e o Espaço (ou Sonhos Aéreos, 1902); 2ª edição dos dois primeiros, acrescida de Versos Inéditos (1904). Foi um dos fundadores do Centro Literário, uma das mais importantes sociedades culturais do Ceará entre o fim do século XIX e começo do Século XX. Fonte:1001 Cearenses Notáveis-F. Silva Nobre.

Do livro “Cantos Singelos”, o qual enviou para publicar no ano de 1894, em Lisboa, reescrevo abaixo o prólogo escrito em prosa pelo poeta Francisco Silvério, para apreciação.

Prólogo- Cantos Singelos

Quando, aos últimos lampejos dos raios solares, a natureza é triste como a imagem do desgosto, e o manto crepuscular se estende pela face do céu como pudico véu da melancolia, as aves soltam os últimos cantos da tarde,- saudosos como o momento da despedida; nessa hora em que a natureza apresenta um certo quê de misterioso abatimento e desânimo, e como que medita e suspira; nessa hora, digo, que a humanidade finda a luta do trabalho diário, e em que o sino do campanário pausada e tetricamente, toca as – Ave Marias, – minh’alma cisma, procurando ler no mesto silêncio da natureza, a causa desta sombriedade, que se apresenta neste momento em sua fronte abatida.
Minh’alma cisma, embrenhando-se nas recordações e nas contrariedades da vida, e de meu peito se escapam, como eflúvios, esses suspiros plangentes que se vão unir as lágrimas da natureza que chora!
Quando, porém, passa esse momento, e a lua assoma majestosa , baloiçando-se altiva na profundeza intérmina do espaço, e a natureza, como que despertando de um leve torpor, assume as suas divinas e habituais formas, das esplêndidas noites de verão; e que a vida parece rejuvenecer aos encantos mágicos desse luar imenso, à luz do qual, a brisa vespertina voga, agitando a folhagem das roseiras, como criança travessa, que corre pelo vergel, brincando com as borcoletas; arrancando das pétalas rubras das rosas, essa ambrosia agreste e penetrante, que deleita, que inspira e transporta a alma aos paramos etéreos, do delírio, das ilusões, da fantasia e do entusiasmo; quem não ama, na mocidade da vida ao doce influxo de todos esses encantos?
Quem não sente o calor das harmonias dos campos e ao influxo voluptuoso da fantasia das praças, o coração pulsar de gozo, embora crivado de espinhos? Quem há, que não sinta alguma coisa de poesia, escapar-se-lhes d’alma ao impulso sublime de todo esse conjunto de harmonias do solo cearense?
Quem há que não sorria com essas manhãs, e não suspire com essas tardes? Quem há que aspirando o doce perfume das savanas floridas, fitando os gigantescos picos desta serra que se ergue ao longe como uma cordilheira de anil, e de perto é verde-escura, como a face do oceano; fitando as grimpas alteneiras dessas montanhas gigantescas, que se enrolam pelos geados, no sudário branco das neves; contemplando essas matas escuras como madeixas, onde as corsas erram brincando pelas encostas dos talhados, onde a araponga bravia soluça às mornas virações das tardes, e onde o sabiá do monte trina numa harmonia arrebatadora, pousando à frondente copa do baco-pary, e a samambaia desce, como juba de cachos, pelo dorso das maçarandubas, onde os regatos passam gemendo pelas hastes dos ingazeiros, despenhando-se pelos degraus de uma escada de catadupas, indo espadanar-se por estas vastas campinas do sertão onde aves aquáticas tagarelam, ao meio dia, por entre as brancas flores dos aguapés, atravessando o cerrado das paca-viras, brincando, na transparência dos lagos?Por esses noites e manhãs de Junho, quando a copa do pau-d’arco, florido, é rubra como a face pura d’aurora,e a frança dos paus-brancos é alva como a neve, alcatifando de flores a estrada, à margem da qual a oiticica frondente e silenciosa se ostenta com sua ramagem protetora, à cuja sombra descansam os comoboreyros, durante a ardente calma do dia, como os árabes do deserto à sombra do verde e imponente sycomoro?
Foi ao influxo de todas essas harmonias do solo cearense, onde “todo o rapaz é poeta aos vinte anos”, segundo a frase do distinto literato, Antônio Bezerra, que eu também, embriagado na redolência dessa polianthéa de ilusões que ornam os sonhos da mocidade; que escrevi alguns versos, dos quais tirei estes, que agora publico com o título de – Cantos Singelos.
Estes versos, ou por outra, esta coleção de palavras, que pela aridez de meu espírito rude e inculto, contém os maiores e mais graves erros contra as regras da arte, que confesso ignorar, representam portanto, não uma obra literária que encerre qualquer valor pelo qual se torne recomendável; recomenda-se para mim por ser- a taça cristalina- e negra, em que se recolhem os sorrisos dos prazeres momentâneos, e as lágrimas do infortúnio que me entorna a existência.
É uma espécie de carteira, de notas, onde minh’alma aponta os amargos e doces momentos da vida. Portanto, o pequeno e humilde livro que agora publico, e que, como o “viajor errante”, penetra sem rumo e sem destino no mundo das letras, não vai procurar um nome a seu humilde e obscuro autor e menos uma colocação qualquer no vasto cenário das “Literatura pátria”. Não. Publico-o, como um simples presente que faço,- uma simples lembrança aos meus amigos, e a uma pessoa, a quem me prendo por uma afeição particular.
Pobre, obscuro, sem nome e sem instrução, agrilhoado pela corrente do infortúnio, que me persegue, sofrendo desde o berço uma horrível moléstia nervosa, hoje complicada com uma pericardite, uma hepatite e uma dispepsia, que tanto me abatem as enfraquecidas faculdades, concentrando-me n’este reduto de misérias, que me oprimem a existência, obrigando-me a empunhar o ferro d’uma arte que tanto contribui para a progressão do mal, como me têm feito ver alguns médicos, porém que a dura contingência da sorte não me permite abandonar, como não me permitiu estudar muita coisa; sem ter feito sequer exame de primeiras letras, não podia, portanto, arrojar-me a publicar um livro, com o fim de me salientar uma vez que reconheço a insuficiência de meus recursos para este fim.
Estes versos, os escrevo quase por uma simples mania, por mera distração, enquanto procuro esquecer os tormentos e desgostos que me pungem a alma.
Segundo os meus sofrimentos, estes versos deveriam ser escritos com-lágrimas; porém, eu faço por desviar-me da impressão; aprofundá-la seria agravar mais a chaga dos martírios; e por isso, faço, por um grande esforço que emprego, por procurar na aflição a calma e a resignação, trocando o gemido pelo sorriso, ligando ao mal o maior indiferentismo, embora não possa de todo extinguir o desgosto.
Apanhados pela pena no momento em que sinto disposto, e lançados no papel, conforme passam no ouvido com toda a grosseria e rudeza, são despidos dos atavios necessários e portanto, não têm a fragrância e o colorido da poética, da gramática e da retórica e nem a inspiração educada pela literatura modo realista.
Eu sou o primeiro a confessar os meus erros, porque não posso, nem devo sacrificar a verdade. Além do pouco gosto que tenho na vida, que me faz ligar pouca atenção às coisas, mesmo que me dizem respeito, e pela falta de tempo que tenho para ocupar-me de literatura, deixo de corrigir vários erros que estavam ao meu alcance.
Fica portanto, demonstrado que a publicação d’este livro não é, como deixei dito, uma aspiração à glória. Não. Escrevo versos porque sou vivo e, como tal, sinto as emoções e os embates, e embriagado nos momentâneos prazeres e martírios! Sou d’esses ébrios, que não podem conter a alegria sem um grito, embora comprima o gemido da dor!…
A essa falange brilhante de moços instruídos e talentosos que se ergue altiva como onda majestosa do entusiasmo, como o apogeu da grandeza incendiada do século, compete a glória das letras; d’ela depende o engrandecimento da pátria, que n’ela vê a esperança de sua grandeza.
Eu, porém, filho da massa inculta, não posso fazer parte do banquete das letras, apenas bato palmas ao vê-la passar triunfante, como prova de que não seria indiferente ao movimento da divina evolução, se tivesse podido estudar alguma coisa que me conferisse as habilitações necessárias.
Se, porém, não o tendo podido fazer, e pelo fato de publicar um livro, os doutos e os críticos, sem atenderem às condições e considerações expostas, não julgarem os meus erros dignos de perdão, e lançarem os olhos sobre mim, considerando os meus rudes e singelos versos, como um produto da loucura, como um crime de lesa magestade às letras, como simples folhas de papel borradas; resta-me sempre um consolo: Que, se eu peco por ignorância, alguns pecam tendo conhecimento; se eu erro como simples praticante, alguns têm errado, sendo mestres.

Baturité, 14 de Dezembro de 1892

Francisco Silvério

Resumo de Dnajar Ramos Gadelha

Dnajar Ramos Gadelha foi Cabo da esquadra nº 307, aprovado no exame a que se submetera ainda como recruta e promovido antes de partir para garantir o governo do Sr. Getúlio Vargas, contra a revolução paulista de 1932. Tendo ingressado para a vida da caserna no dia 22 de Setembro de 1931, ficando aguardando inclusão nas fileiras, que foi no dia primeiro de Novembro de 1931, ganhando nessa época um cabo, $ 72 de soldo, $36 de gratificação, e uma diária de $ 3300 que perfazia 207 mil réis. Em 1935 foi mandado servir como auxiliar de inspetor de Tiro de Guerra nº 163 do Liceu do Ceará (P. dos Voluntários). Tendo sido sua baixa no dia 30 de setembro de 1938 por conclusão do tempo de serviço.
No dia 05 de Novembro do mesmo ano tomou conta do café no 23º BC, onde começou com um pequeno capital de 1:750$000 . No dia 20 de Maio fez um Botequim por 1:000$, o qual alugou por 6,5 ao dia. 
Deixou de negociar no quartel no dia 08 de Outubro de 1940.
Em 16 de Maio de 1941,se empregou na RVC como vigilante.

Dnajar Ramos Gadelha nasceu no dia 05 de Fevereiro de 1911 na rua do imperador número 165 ou 163, Filho de Diogo Ramos Gadelha e de Hylda Serra Gadelha. Seus avós paternos foram José da Costa Gadelha (ou José de Castro Gadelha) e de Maria Assunção Ramos; e os avós maternos, Raimundo Barboza Serra e …

Os irmãos de Dnajar, foram: Dráulio, Diogo, Diderot, Délio, Dilara, Dário (que faleceu com 10 dias de nascido), e mais 1 ou 2 que não consigo identificar os nomes por causa da grafia.

Dnajar Ramos Gadelha e Iracema de Castro Silvério se casaram no dia 07 de Abril de 1934, às 16 e 30 da tarde no cartório da Parangaba (casamento civil), e o casamento religioso foi no dia 14 de Abril de 1934.

Iracema, sua esposa, era filha de Francisco Silvério e de Júlia de Castro Silvério (nome de casada).

O Poeta Francisco Silvério nasceu em Guaramiranga em 07 de Dezembro de 1860 e faleceu em 31 de Julho de 1938. Era filho de Antônio Silvério do Nascimento. Já referente a Júlia, mãe de Iracema, não tenho informações.


Na foto, Dnajar é o que está sentado, anotado como número 3.

*O autor Guethner Gadelha Wirtzbiki é neto do casal Dnajar Ramos Gadelha e Iracema Silvério Gadelha. Bisneto de Francisco Silvério e Júlia de Castro Silvério. Trineto de Antônio Silvério do Nascimento. E Bisneto também de José da Costa Gadelha (ou José de Castro Gadelha) com Maria Assunção Ramos; e de Raimundo Barboza Serra e …