Carta de Dnajar Gadelha para Iracema. Meus avós maternos.

Primeira parte da carta
Segunda parte da carta

Cedro, 2 de Novembro de 54


Querida Iracema, Opúsculo-te carinhosamente
Iracema, agora na passagem do trem recebi tua cartinha a qual veio encher-me de satisfação, especialmente em saber que vós todos sem novidades, querida desde hontem quando recebi o amigo do Djacir de que eu procurasse carta no trem de hoje fiquei impressionado pensando que tinha novidades, mas graças a Deus tudo em paz. Iracema, arrependo-me tanto de ter vindo passar essa vez aqui que não ?????? . Suas graças à Deus já está na metade do tempo e tenho ido muito bem e espero atingir o meu intento. Quanto à minha perna já está quase sarada, Diga a Denis que o cavalinho dele já está em meu poder e estou esperando os outros hoje (2)

Iracema tenho estado sempre com Raimunda tia de Ilca. Aliás esta me disse que havia recebido carta daí de que tinha pedido o quarto quando na realidade nós demos foi a casa toda para eles morarem. Como vai a política por aí? Então Dnajar ainda continua no hospital? Dayse, Djanira, Dirce, Dione e os demais meninos, todos bons não é? Djanira recebeu meu telegrama de felicitações no dia 9? Sinhá Amélia ainda muito? Iracema tenho tido tantas saudades que te juro não sairei de casa por mais tanto tempo. Da outra vez que aqui estive não senti tanto, acho que é por que fui obrigado. Mas agora a couza foi diferente pois não me sai do pensamento a nossa contínua lua de mel de 21 anos assim como também a imagem de nossos filhos. Iracema, anexo a presente segue uma lata de chourisso. A não ser que o sujeito ???? a tempo de seguir hoje e se não tiver a tempo mandarei no trem que chega aí segunda-feira. Sem mais vou terminando enviando lembranças para todos ???????????? Para ti um forte amplexo acompanhado de muitos beijos.


Dnajar Gadêlha
Em tempo. Amanhã irei a Iguatu e falarei com o João para que ele dê um pulo aí para conversar com você. Segunda-feira irei a Crato e quarta-feira e sábado irei para Paraíba e talvez quem sabe quando menos esperar chegarei por aí
O Mesmo.

Obs: transcrição de Guethner Gadelha Wirtzbiki, cortesia de Diana Júlia Gadelha.

Recebimento do meu Certificado de Cidadania Alemã (Staatsangehörigkeitsausweis)

Agora é Oficial!

Acabei de receber a informação que o meu Certificado de Cidadania Alemã (Staatsangehörigkeitsausweis) foi emitido em Colônia, no dia 10 de Março de 2020, e já se encontra no Consulado Honorário Alemão em Fortaleza. Foi um processo demorado, que precisou de muitas comprovações documentais, as quais consegui com estudo genealógico, procurando, além das fontes familiares, em órgãos como o Arquivo Público de Hamburgo, Arquivo Público do Estado do Ceará, Cartórios diversos na cidade de Fortaleza, etc.

Fiz essa busca sozinho (não contratei genealogista nem advogado), mas tive pessoas que me auxiliaram nesse processo, como minha Tia Érika (In memorian) , Tia Sandra Wirtzbiki , Primo Paul Gerhard (In memorian), prima Carolina Wirtzbiki, prima Bárbara Wirtzbiki, entre outras pessoas que foram presentes em algum momento nessa caminhada.

O processo iniciou-se no Consulado Honorário de Fortaleza, para poder ir ao Consulado Geral da Alemanha no Recife, e então dar entrada na Agência Federal de Administração (BVA) em Colônia. Durante esse período, que iniciou em 2014, quando o Consulado Alemão de Fortaleza ainda era na Rua Dr. José Lourenço e o Cônsul Honorário era o sr. Dieter Gerding, muita coisa mudou. Mudou o endereço do consulado, mudou o cônsul, houve a intensificação da guerra na Síria, mas uma pessoa não mudou e continuou comigo desde o início, que foi a sra. Paulina Silva Mathias, a quem devo imensa gratidão por seu acompanhamento e profissionalismo.

Estou muito feliz. É bastante prazeroso receber o resultado positivo dessa empreitada.

Agora, além de brasileiro, posso afirmar, sou alemão. Ja, ich bin deutscher.

Guethner Gadelha Wirtzbiki

#Duplacidadania #Cidadaniaalema #Pesquisagenealogica #Historiadafamilia #Familiawirtzbiki #Prussia #Alemanha #Pomerania #Alemaesnoceara #Alemaesnonordeste #Alemaesnobrasil #Imigraçaoalema

Quando a tecnologia aproxima mais futuro, presente e passado.

A tecnologia a maioria das vezes veio para ajudar. E recentemente recebi um presente temporário de um programa de genealogia que possuo conta, que veio dar mais luz aos eventos do passado. Trata-se de um programa de inteligência artificial que coloriza fotos em preto e branco, que desde o dia que comecei a ter acesso, me trouxe muita alegria, pois temos como ver em cores as fotos antigas de família, de outros tempos, com muito mais vida e de uma forma por mim não vista anteriormente, e isso para um amante da genealogia tem imenso valor.

Por exemplo, a foto do meu pai Gothardo Macedo Wirtzbiki, ainda criança, no colégio. Uma foto bem típica:

Gothardo Macedo Wirtzbiki, ainda criança, no colégio.

Quando colorizada pelo sistema, trouxe uma imensidão de cores, nos seus detalhes:
Gothardo Macedo Wirtzbiki, ainda criança, no colégio. (Foto colorizada)

Ou mesmo a foto da primeira casa do Bairro Jóquei clube, quando meu bisavô Franz Wirtzbiki, comprou um terreno com várias fruteiras e apenas essa casa. A foto data de 1930 e traz a primeira construção, que era a casa da família Wirtzbiki, no sítio Glück-Auf, no terreno que hoje é o Bairro do Jóquei Clube em Fortaleza. Essa casa ficou sendo conhecida como ¨A casa das 4 janelas¨, por conta de sua arquitetura peculiar.

Casa do sítio Glûck-Auf, de propriedade de Franz Wirtzbiki, na década de 1930. A Primeira casa do , hoje, bairro Jóquei Clube.

Agora, com muito mais vida, trazendo as cores da natureza.

Casa do sítio Glûck-Auf, de propriedade de Franz Wirtzbiki, na década de 1930. A Primeira casa do , hoje, bairro Jóquei Clube. (Foto colorizada)

Essa mesma casa, com o passar dos anos, foi sendo reformada, como pode-se ver adiante:

Casa do sítio Glûck-Auf, de propriedade de Franz Wirtzbiki, após reforma. Observa-se os mesmo quatro janelões, e o terreno já terraplanado.

E com cores também traz uma nova visão da mesma.

Essa casa não existe mais. Foi demolida. Antes disso, quando a mesma foi vendida pela família para o Doutor Suliano, chegou a ser a primeira sede da sede da sua primeira clínica no local, enquanto ele construía o novo hospital ao lado, onde hoje é a faculdade Estácio FIC Parangaba. Depois foi vendida para uma construtora, que a demoliu e construiu na área o condomínio Residencial Jockey , que fica na Avenida Fernandes Távora, nº 101.

Pude também ver a foto dos meus avós , Geraldo Wirtzbiki e Francisca Macedo Wirtzbiki, de outra forma:

Geraldo Wirtzbiki e Francisca Macedo Wirtzbiki. (Foto colorizada)

E a foto de minha tia avó, Erika, ainda jovem:

A foto da minha bisavó Hedwig, com alguns de seus netos, no sítio Glück-Auf, também criou mais vida.

E também quando minha Bisavó Hedwig, foi registrada assinando os documentos da venda do terreno onde foi construído o Estádio Alcides Santos, do Fortaleza Esporte Clube, que fica na Avenida Fernandes Távora, nº 200.

Deixando um pouco a ascendência da família Wirtzbiki, peguei uma foto muito importante da minha família materna, que foi a do meu avô Dnajar Ramos Gadelha, Junto de seus amigos do Exército, que estavam se preparando para ir à Revolução de São Paulo, na década de 1930. (Meu avô Dnajar, é o número 3, que está sentado)

E ainda na década de 1930, utilizando uma foto da família de meu bisavô paterno, Augusto Lobo de Macedo, onde são retratados os filhos e netos do casal Joaquim Lobo de Macedo e Joaquina Lobo de Macedo, que eu já tinha postado aqui no blog, uma foto que está escrita com nomes das pessoas presentes (Essa foto pode ser conferida no Post : https://ancestralidadedeguethnerwirtzbiki.home.blog/2020/03/11/a-felicidade-de-encontrar-uma-nova-fotografia/). Agora , posto a foto sem nenhum nome escrito.

Foto de Joaquim Lobo de Macedo, Joaquina Lobo de Macedo, filhos e netos, datada de 1930.

Essa foto, colorizada, ficou ainda mais cheia de vida:

Foto de Joaquim Lobo de Macedo, Joaquina Lobo de Macedo, filhos e netos, datada de 1930. (Colorizada)

E falando em casal Joaquim Lobo de Macedo e Joaquina Lobo de Macedo, quem é descendente desse tronco da família Macedo, oriunda do sítio Calabaço, de Lavras da Mangabeira, que nunca viu a foto desse casal?

Joaquim Lobo de Macedo e Joaquina Lobo de Macedo

Essa foto eu também já tinha publicado aqui no Blog no Post abaixo (https://ancestralidadedeguethnerwirtzbiki.home.blog/2019/06/17/joaquim-lobo-de-macedo-e-maria-joaquina-da-cruz-marica-lobo-joao-lobo-de-macedo-e-senhorinha-de-mendonca-barros-capitao-jose-joaquim-de-macedo-e-rosa-perpetua-do-sacramento-antonio-ferreira-lo/). Mas ainda não tinha postado a versão colorizada dessa foto, que pode ser novidade para muitos:

Joaquim Lobo de Macedo e Joaquina Lobo de Macedo. (Colorizada)

Enfim, enquanto estou com acesso ao sistema, estou fazendo a colorização de todas as fotos que possuo, porém são poucas. Mas me coloco à disposição de todos que tenham interesse, que entrem em contato comigo para que me enviem suas fotos antigas, preto e branco, para que possamos colorizá-las. Pode ser por aqui no Blog, pode ser pelo meu e-mail corretorgadelha@hotmail.com ou pelo whatsapp +55 85 98890-1100. Aguardo o contato de vocês.

Ligação com a Família do Logradouro, de Lavras da Mangabeira

Anteriormente já havia confirmado que uma parte de minha ascendência provinha dos ¨Terésios¨, do cariri. Meu bisavô Augusto Lobo de Macedo era a minha ligação direta com o casal José Paes Landim e Geralda Rabelo Duarte. Ela, baiana de Itapicuru, filha do português Domingos Duarte e de Ângela Paes Rabelo, e ele, o capitão José Paes Landim, fundador do engenho de Santa Teresa, que assim deu o nome de ¨Terésios¨ aos seus descendentes. Meu bisavô Augusto Lobo de Macedo me remete ao patriarca José Paes Landim, mas não era o único, pois meu trisavô, Antônio Furtado de Menezes, que era sogro de Augusto e também seu primo, me leva à mesma ascendência. Antônio Furtado de Menezes, pai de Sila Furtado de Aquino, era filho de José Furtado de Menezes e Maria Senhorinha de Macedo. Maria Senhorinha de Macedo era irmã de Joaquim Lobo de Macedo, eles eram filhos do casal João Lobo de Macedo e de Senhorinha de Mendonça Barros.

Assim, a ascendência que provém dos ¨Terésios¨ é bem forte, mas me faltava informações sobre a família materna de Sila Furtado de Aquino, minha bisavó. No seu batismo tem a informação que era filha de Antônio Furtado de Menezes e de Maria Guilhermina de Aquino. (Essa documentação pode ser conferida no post: (https://ancestralidadedeguethnerwirtzbiki.home.blog/2019/03/14/resumo-de-francisca-furtado-de-macedo-francisca-macedo-wirtzbiki/)

Mais uma vez um texto do historiador Joaryvar Macedo veio lançar luzes sobre minha genealogia. Desta vez, as informações estão contidas no artigo ¨A Família do Logradouro¨.

Logo no começo do texto parece que Joaryvar Macedo está falando diretamente comigo: ¨No presente trabalho, estão reunidos subsídios, que colhi, a respeito da família do Logradouro, município de Lavras da Mangabeira. Poderão servir de pista ou roteiro para quem venha a se interessar pela genealogia de uma das pioneiras e ilustres estirpes do médio Salgado¨.

Interessante que o texto vai fazer ligação direta com o paraibano Francisco Xavier Ângelo, que contraiu núpcias com a cearense da freguesia de Icó, Ana Rita de São José, na matriz de Icó, às 05 horas da manhã do dia 19 de Abril de 1773. Nesse mesmo ano já estava radicado em Lavras da Mangabeira, na casa grande da Fazenda Logradouro, onde permaneceu até o seu falecimento no dia 01 de Março de 1827. Sua primeira esposa, Ana Rita de São José, havia falecido no dia 28 de Abril de 1817.

Seguindo a ascendência de Maria Guilhermina de Aquino, percebemos no texto de Joaryvar, que Maria Guilhermina era conhecida por Marica, e que casou-se com Antônio Furtado de Menezes, que era conhecido por Totonho Furtado.

Batismo de Maria Guilhermina de Aquino
Batismo de Maria Guilhermina de Aquino, aproximado
(Aos treze de Agosto de mil oitocentos e setenta e seis, nesta matriz batizei solenemente Guilhermina, parda, filha legítima de Antônio Gonçalves da Silva e Joanna Guilhermina de Aquino, nascida aos 08 de Maio deste ano. Foram padrinhos Caetano Patrício Barbosa e Vicência Guilhermina de Aquino. E para constar mandei fazer este e assinei.)

Maria Guilhermina de Aquino era filha de Joana Guilhermina de Aquino e Antônio Gonçalves da Silva. Joana Guilhermina de Aquino, conhecida como Dona, casou com Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Mulato. Joana Guilhermina faleceu com 51 anos de idade, no dia 10 de Janeiro de 1901.

Falecimento de Joana Guilhermina de Aquino, no dia 10 de Janeiro de 1901
Falecimento de Joana Guilhermina de Aquino, no dia 10 de Janeiro de 1901, aproximado.
Faleceu por volta das 4 horas da manhã, de Tuberculose, casada com Antônio Gonçalves da Silva, com 51 anos.

Seu esposo, Antônio Gonçalves da Silva, o Mulato, foi Delegado de Polícia de Termo de Lavras da Mangabeira, por nomeação no dia primeiro de Fevereiro de 1893.
Ele era filho de André Gonçalves da Silva e Ana Gonçalves da Silva, conhecida como Naninha, e faleceu no dia 07 de Maio de 1920.

Falecimento de Antônio Gonçalves da Silva em 07 de Maio de 1920

Falecimento de Antônio Gonçalves da Silva em 07 de Maio de 1920, aproximado
Faleceu de Infarto do Coração aos 68 anos de idade.

Joana Guilhermina de Aquino era filha de Guilhermina Josefina de Araújo ou de Aquino (Lolô) com o Capitão José Tomaz de Aquino. Guilhermina Josefina faleceu no dia 22 de Junho de 1878. Já o Capitão José Tomaz de Aquino foi Presidente da Câmara em 1845 e Juiz Municipal Suplente entre 1850 e 1853, vindo a falecer em 1856.

Falecimento de Guilhermina Josefina de Aquino em 22 de Junho de 1878

Seguindo na linhagem de Guilhermina Josefina, temos a informação de que era filha de Manuela Francisca de São José com o paraibano de Patos, José Antônio de Araújo. O Casal teve 4 filhos. Manuela faleceu repentinamente aos 26 anos de idade, no dia 10/06/1818 e foi sepultada na Matriz de Lavras da Mangabeira, conforme consta no Livro de Óbitos de Lavras da Mangabeira, anos de 1814-39, fls. 32).

Manuela Francisca de São José era filha do Capitão-Mor Francisco Xavier Ângelo com Ana Rita de São José. Francisco Xavier Ângelo era filho natural de Ana Maria Cardoso, já Ana Rita de São José era filha do Sargento-Mor Francisco de Oliveira Banhos e Maria José de Jesus.

Ao chegarmos em Francisco Xavier Ângelo e Ana Rita de São José, temos o casal da Família do Logradouro, que deu origem a essa vasta descendência e isso é muito importante pela ligação direta com essa família lavrense. Francisco Xavier Ângelo foi capitão-mor da Vila de São Vicente das Lavras, e era natural de Mamanguape, na Paraíba.

Francisco Xavier Ângelo

Todavia, de início observo duas bifurcações extremamente interessantes: Uma, é voltando para o esposo de Manuela Francisca de São José, o sr. José Antônio de Araújo. Isso , por que há indícios que ele era filho de João Pais de Bulhões. E o capitão João Pais de Bulhões era irmão do Tenente Antônio Pais de Bulhões e filho do casal Manoel Vieira da Costa e Maria Pais de Bulhões. Manoel Vieira da Costa era Português, e os dois filhos nascidos em Olinda, Pernambuco. Mas ficaram mais conhecidos na região do Seridó, proprietários de engenhos de cana-de-açúcar e de fazendas de gado.

O segundo fato bem interessante, é a ascendência de Ana Rita de São José, que era filha do Sargento-Mor Francisco de Oliveira Banhos e de Maria José de Jesus, provenientes da cidade de Icó. Temos muitos indícios de conseguir avançar mais algumas gerações na ascendência desse casal, já que da família Banhos, existem alguns registros. A própria Ana Rita de São José, era irmã de Francisco de Oliveira Banhos (que tinha o mesmo nome do pai) que foi casado com Ana Rosa de Oliveira Banhos. Francisco e Ana Rosa, eram pais de João Carlos Augusto e de Cosma Francisca de Oliveira Banhos.

João Carlos Augusto, figura bem conhecida na história de Lavras da Mangabeira, além de dar início ao clã dos Augustos, foi pai de Fideralina Augusto Lima, líder política e expressiva matriarca cearense, que teve papel relevante na Revolução de 1914, conhecida por Sedição de Juazeiro.

A felicidade de encontrar uma nova fotografia

Incrível como as coisas vão acontecendo. Já havia conseguido uma foto dos meus trisavós, Joaquim Lobo de Macedo e Maria Joaquina da Cruz, (que pode ser conferida no link: https://ancestralidadedeguethnerwirtzbiki.home.blog/2019/06/17/joaquim-lobo-de-macedo-e-maria-joaquina-da-cruz-marica-lobo-joao-lobo-de-macedo-e-senhorinha-de-mendonca-barros-capitao-jose-joaquim-de-macedo-e-rosa-perpetua-do-sacramento-antonio-ferreira-lo/) mas não tinha nenhuma foto do meu bisavô Augusto Lobo de Macedo, filho desse casal.

E foi justamente nesse meu blog, através de mensagem enviada ao mesmo, que consegui contato com um primo, Alex Macedo, natural e residente em Sobral, que também é trineto do casal. Ele me informou da existência de uma foto, tirada em 1930, onde o casal Joaquim e Maria Joaquina aparecem com alguns filhos e netos. Não posso afirmar que são todos, mas com certeza são uma família bastante numerosa. Alex ainda me fez a cortesia de enviar o arquivo digital da referida foto.

Joaquim Lobo de Macedo, Maria Joaquina da Cruz e filhos e netos.

A imagem não é tão nítida, mas podemos perceber, que a numeração em cada um deles nos ajuda muito, pois se não estivesse assim, muitos não poderiam ser identificados. O numerado de H, é justamente o meu bisavô Augusto Lobo de Macedo, que nesse momento já estava casado com Francisca Ferreira Maia, pois tinha ficado viúvo de minha bisavó Sila Furtado de Aquino. Sila havia falecido de complicações no parto de minha avó Francisca, no ano de 1926. Lembrando também que Augusto, ao casar com minha bisavó Sila, já era viúvo de um primeiro casamento com Maria Leite Furtado, conforme consta em seu registro de casamento religioso com Sila, que pode ser conferido no link: https://ancestralidadedeguethnerwirtzbiki.home.blog/2019/03/14/resumo-de-francisca-furtado-de-macedo-francisca-macedo-wirtzbiki/.

Ademais, continuo com as pesquisas genealógicas, e quando eu não vou efetivamente atrás de novas informações, sou agraciado afetivamente pelos fatos, feitos e fotos que insistem em me procurar. O universo conspira a nosso favor.

Por uma ascendência que remonta a Pomerânia, na Prússia.

Incrível descobrir novas ligações genealógicas e avançar no tempo em busca de sua origem. Nesse post vou demonstrar uma linhagem que remete à Pomerânia, região germânica de controle prussiano, fazendo ligações com arquivos das igrejas luteranas e registros civis de posse do governo polonês.

Começando com o casal Emil Carl Julius Frenz e Anna Emilie Wilhelmine Voss , os pais de Hedwig Grete Alma Olga Frentz, minha Bisavó, por isso, meus trisavós.
Emil Carl Julius Frenz nasceu no dia 31 de Janeiro de 1870 e foi batizado no dia 13 de Fevereiro, na Igreja Evangélica de Treptow an der Rega, Pomerânia, Prússia. Os pais de Emil Carl Julius Frenz foram Carl Frenz e Friederick Wilcke. Essa informação consegui no documento de batismo de Emil Carl, e que já postei aqui no meu blog, no texto Resumo de Hedwig Grete Alma Olga Frentz (Hedwig Wirtzbiki).

Todavia, ao deparar-me com o censo alemão de 1867, encontrei o registro do casal Carl Frenz e Friederick Frenz (que aqui está com o formato de nome de casada), e assim pude ter uma visão melhor do núcleo familiar.

Censo do Grão-ducado de Mecklenburg-Schwerin, em 1867.

No documentos podemos ver o ano de nascimento de Carl Frenz, em 1835 e de sua esposa Friederick , em 1839. Além do registro dos filhos Ludwig Frenz, nascido em 1861 e de Mirna Frenz, nascida em 1867. O registro de Emil Carl Julius Frenz não é feito nesse documento, pois o mesmo só nasceria em 1870.

A data exata desse evento foi no dia 03 de Dezembro de 1867, em
Finken, Knüppeldamm und Bütow, R.A. Wredenhagen, Mecklenburg-Schwerin. Mecklenburg-Schwerin era um grão-ducado, localizado ao longo do litoral do Mar Báltico.

Esse documento é em importante pois traz também outras informações. Detalha que Carl Frenz era o chefe da família, casado, tinha ocupação de diarista (seria nosso autônomo de hoje?) e de religião luterana, além de informar outra componente familiar, que residia na casa com eles, que era Johanna Frenz, mas que não tem definição de sua posição na família.

A Família Frenz, como vemos, não era oriunda da pomerânia, e vou continuar minhas pesquisas desse ramo me concentrando no grão-ducado de Mecklenburg-Schwerin . Mas quando vemos a família da minha trisavó, Anna Emilie Wilhelmine Voss, esposa de Emil Carl Julius Frenz, percebemos que estavam instalados há algum tempo na Pomerânia.

O pai de Anna Emilie, Carl Ludwig Heinrich Voss , nasceu em 13 de Abril de 1831, em Zoldekow, Kammin, Pomerânia e faleceu em 20 de Janeiro de 1899, em Zirkwitz, Greifenberg, Pomerânia. Já a mãe de Anna Emilie, Wilhelmine Ernestine Neumann , nasceu em 07 de Março de 1834, em Tressin, Greifenberg, Pomerânia, e faleceu em 02 de Outubro de 1880, em Zirkwitz, Greifenberg, Pomerânia.

Carl Ludwig Heinrich Voss casou duas vezes: A primeira, com Wilhelmine Ernestine Neumann, e a segunda vez, com Dorothea Ohm. Abaixo, forneço a certidão de casamento de Carl Ludwig Heinrich Voss com Dorothea Ohm, sua segunda esposa.:

Casamento de Carl Ludwig Heinrich Voss com Dorothea Ohm, sua segunda esposa.

Na certidão de óbito de Carl Ludwig Heinrich Voss, datada do dia 20 de Janeiro de 1899, podemos reafirmar essas informações:

Óbito de Carl Ludwig Heinrich Voss, de 20 de Janeiro de 1899 .


Nas anotações, está escrito que ele faleceu com 67 anos, nasceu em Zoldekow, e foi casado pela segunda vez com Dorothea Ohm ¨.

Já de documentos de sua primeira esposa, Wilhelmine Ernestine Neumann, temos o Nascimento e o Óbito. O Nascimento que exponho abaixo, traz as informações de que era filha ilegítima, traz o nome de sua mãe, Maria Friederike Brendemühl, e afirma ser filha de uma moradora. Ou seja, o pai de Wilhelmine Ernestine não era casado com sua mãe, Maria Friederike Brendemühl. Abaixo, sua comprovação de nascimento:

Nascimento de Wilhelmine Ernestine Neumann , em 07 de Março de 1834

A boa documentação de Wilhelmine, permite que traga o seu comprovante de óbito, que tem a informação que ela faleceu com 46 anos, 7 meses e 21 dias.

Óbito de Wilhelmine Ernestine Neumann , em 28 de Outubro de 1880

Temos ainda registros que o casal, Carl Ludwig Heinrich Voss e Wilhelmine Ernestine Neumann, foram pais de August Friedrich Wilhelm Voss, nascido em 20 de junho de 1860 e falecido em 7 de janeiro de 1863; Ernestine Wilhelmine Caroline Voss, nascida em 14 de novembro de 1863 e Falecida em local e data desconhecida; Ferdinand Eduard Johannes Voss, nascido em 02 de janeiro de 1866 e falecido em 31 de dezembro de 1866; Auguste Dorothea Caroline Voss, nascida em 26 de dezembro de 1867 e falecida em local e data desconhecida; August Wilhelm Franz Voss nascido em 5 de março de 1872 e falecido em local e data desconhecida; Anna Emilie Wilhelmine Voss (minha trisavó, casada com Emil Carls Julius Frenz) nascida em 6 de setembro de 1874 e falecida em local e data desconhecida e Carl Otto Wilhelm Voss, nascido em 16 de novembro de 1878 e falecido em local e data desconhecida.

Todos os filhos do casal nasceram em Zirkwitz, Greifenberg, Pomerania, Prússia.

Carl Ludwig Heinrich Voss, era filho de Michael Heinrich Voss, nascido em 1789 e falecido em 26 de novembro de 1845 e de Sophia Louise Ströde, nascida em 1804 e falecida em local e data desconhecida. A fonte que confirma a existência de Sophia, é o documento do seu casamento com Michael Heinrich Voss, que aconteceu em 26 de Junho de 1830, em Karnitz, Greifenberg , Pomerânia. O documento informa que Michael tinha 38 anos, era filho de Christ Friedrich Voss, era de religião evangélica e tinha data estimada de nascimento no ano de 1792 e que Sophia Luise Strüde, tinha 26 anos, era filha de Joachim Strüde e data estimada de nascimento em 1804.

Casamento de Michael Heinrich Voss e Sophia Louise Ströde, em 26 de Junho de 1830, em Karnitz, Greifenberg , Pomerânia.

Mas sobre Michael Heinrich Voss, temos a alegria de vê-lo muito documentado. Temos em 1826, o nascimento de uma filha, Caroline Albertine Friederike Voss, em 26 de Setembro de 1826, em Karnitz, Greifenberg, Pomerânia, filha dele com sua primeira esposa, Dorothea Elisabeth Heuer.

Nascimento de Caroline Albertine Friederike Voss, em 26 de Setembro de 1826, em Karnitz, Greifenberg, Pomerânia. Filha de Michael Heinrich Voss com Dorothea Elisabeth Heuer.

No dia 11 de Outubro de 1822, também foi pai de Johann Friedrich Wilhelm Voss, nascido em Karnitz, Greifenberg, Pomerânia, filho dele com Dorothea Elisabeth Heuer.

Nascimento de Johann Friedrich Wilhelm Voss, nascido em Karnitz, Greifenberg, Pomerânia, em 11 de Outubro de 1822 Filho de Michael Heinrich Voss com Dorothea Elisabeth Heuer

Em 26 de Fevereiro de 1829, nasce August Friedrich Ferdinand Voss, mais um filho de Michael Heinrich Voss com Dorothea Elisabeth Heuer:

Nascimento de August Friedrich Ferdinand Voss, em 26 de Fevereiro de 1829.

No mesmo ano de 1829, Michael Heinrich Voss fica viúvo, pois Dorothea Elisabeth Heuer falece no dia 05 de Março de 1829, poucos dias após o nascimento de August Friedrich. O Óbito não informa o motivo, mas acredito que tenha sido alguma complicação pós parto, já que era muito habitual na época.

Óbito de Dorothea Elisabeth Heuer em 05 de Março de 1829

Michael Heinrich Voss e Dorothea Elisabeth Eichhorst Heuer, haviam casado em 27 de Outubro de 1820, ele com 30 anos e ela com 26 anos. O evento foi em Karnitz, Greifenberg, Pomerânia. Abaixo, forneço o documento do casamento:

Michael Heinrich Voss e Dorothea Elisabeth Eichhorst Heuer, casaram em 27 de Outubro de 1820, ele com 30 anos e ela com 26 anos.

Para confirmação dos mesmos, temos ainda o nascimento de mais 2 filhas: Johanna Charlotte Ernestine Voss, que foi em 27 de Agosto de 1824, filha de Michael Heinrich Voss e Dorothea Elisabeth Eichhorst Heuer , onde o nome de Michael vem após o Heinrich e com a grafia do sobrenome Voss diferente, com ß no lugar dos dois ¨s¨.

Nascimento de Johanna Charlotte Ernestine Voss, filha de Michael Heinrich Voss e Dorothea Elisabeth Heuer

E no dia 23 de Outubro de 1825, o nascimento de Hanna Ernestine Charlotta Voss:

Nascimento de Hanna Ernestine Charlotta Voss , filha de Michael Heinrich Voss e Dorothea Elisabeth Heuer

Além da boa comprovação da existência de Michael Heinrich Voss, temos também a comprovação de sua filiação, que já havia sido atestada no documento de casamento de Michael Heirich Voss e Sophia Luise Strüde, datada de 26 de Junho de 1830. Michael é filho de Christ Friedrich Voss e de Maria Juliana Wendt. Christ Friedrich Voss , nascido em 1755 , em Trieglaff, Pomerânia, e Maria Juliana Wendt , nascida em 1760. Abaixo, o comprovante de casamento dos dois, realizado em 04 de Fevereiro de 1785, em Karnitz, Greifenberg , Pomerânia, onde constam as informações de datas de nascimento dos noivos, ele com 25 anos e ela com 30.

Casamento de Christian Friedrich Voss e Maria Juliana Wendt, em 04 de Fevereiro de 1785, em Karnitz, Greifenberg , Pomerânia

Nesse casal, que são meus hexavós, não consegui subir em busca de mais antepassados, então, no caminho da família Voss (ou Voß), parei nessa geração. Isso não me impede de fazer novo estudo genealógico da família Voss em busca de novos fatos. No entanto, satisfeito até o momento, preciso retornar ao casal Michael Heinrich Voss
e Sophia Louise Ströde, para citar os pais de Sophia, que foram Joachim Stroede e Dorothea Maria Rubach.

Joachim nasceu na Pomerânia, em 29 de Abril de 1767, e faleceu em Poberow, Pomerânia, em 08 de Fevereiro de 1853. Sua esposa, Dorothea Maria Rubach, nasceu em Poberow, Pomerânia, em 1784 e faleceu em local e data desconhecida. A fonte da informação sobre Joachim Stroede e sua esposa Dorothea é um obituário nos Registro da igreja, onde informa a data de sua morte, em 8 de fevereiro de 1853, em Poberow, Pomerania. O microfilme é o de número FHL-Film 1273098.

Assim, sem conseguir avançar na genealogia da família Stroede, retorno mais uma geração, agora, para o casal Carl Ludwig Heinrich Voss e Wilhelmine Ernestine Neumann, meus tetravós, para poder seguir no caminho da ascendência de Wilhelmine Ernestine Neumann.

Lembrando que no começo do texto falei de Wilhelmine Ernestine Neumann, e citei que era filha ilegítima, por ser fora do casamento, todavia esse fato não atrapalha a linhagem paterna dela, pois ela foi registrada por ele, e o pai é conhecido e documentado. Ela era filha de Peter Wilhelm Neumann com Christine Maria Friederike Brendemuehl. Peter Wilhelm Neumann nasceu em 01 de Março de 1812, em Paspart, Greifenerg, Pomerânia, e faleceu em 23 de Janeiro de 1882, em Zirkwitz, Greifenberg, Pomerânia. Já a mãe de Wilhelmine Ernestine Neumann, Christine Maria Friederike Brendemuehl , nasceu em Tressin, Greifenberg, Pomerânia, em 19 de Março de 1813.

Sobre Peter Wilhelm Neumann, temos a informação que era filho ilegítimo. Na sua certidão de nascimento tem essa informação: ilegítimo, mãe: Charlotte Loise Neumann. Nesse caso, o pai não o registrou, pois ele carrega o sobrenome materno.

Nascimento de Peter Wilhelm Neumann , em 01 de Março de 1812, filho de Charlotte Loise Neumann

Com a certidão de nascimento, conseguimos o nome de sua mãe, Charlotte Loise Neumann. Mas não consegui avançar com a ancestralidade dela, e aqui cabe mais estudos da genealogia da família Neumann, que em 1812 estavam em Paspart, Greifenberg.

Já na sua certidão de óbito, datada de 24 de Janeiro de 1882, a informação contida é que faleceu com 69 anos e 11 meses de idade.

Óbito de Peter Wilhelm Neumann , com 69 anos e 11 meses de idade.


Deixando o pai e voltando para a mãe de Wilhelmine Ernestine Neumann, Christine Maria Friederike Brendemuehl, temos documentado sobre a mesma, o seu nascimento, onde temos a informação do nome dos seus pais: Jochim Brendemühl e Maria Thiegsen, residentes. Assim, temos sua filiação e podemos continuar em busca de mais antepassados.

Nascimento de Christine Maria Friederike Brendemuehl, em 19 de Março de 1813, filha de Joachim Brendemuehl

e Maria Elisabeth Thiegs

Christine Maria Friederike Brendemuehl era filha de Joachim Brendemuehl e Maria Elisabeth Thiegs. Seu pai nasceu em Tressin, Greifenberg, em 08 de Setembro de 1775 e faleceu em Tressin em 18 de Maio de 1863. Já sua mãe, Maria Elisabeth Thiegs, nasceu na Pomerânia em 04 de Agosto de 1783 e faleceu em Tressin, em 07 de Maio de 1830. Sobre Maria Elisabeth Thiegs, as únicas informações são as que constam em sua certidão de óbito, que informam que era esposa do professor da escola e atual morador Joachim Brendemühl, e que faleceu aos 46 ​​anos, 9 meses e 3 dias. A informação não remete a uma ascendência dela, mas dá maiores informações sobre o seu esposo, Joachim Brendemuehl , que era professor e atual morador, remetendo a ideia que vinha de outra localidade. Cabe então procurar mais informações sobre a genealogia da família Thiegs.

Óbito de Maria Elisabeth Thiegs , em 07 de Maio de 1830

Na certidão de óbito de Joachim Brendemuehl , temos a informação que faleceu com 87 anos, 8 meses e 10 dias. Teve três filhos principais, dos quais a filha mais velha é a trabalhadora diurna casada Neumann em Zirkwitz.

Óbito de Joachim Brendemuehl, falecido com 87 anos.

De Joachim Brendemuehl temos a informação de que era filho de David Brendemohl e Maria Strigge( Scheer). David Brendemohl nasceu em Kahlen, Pomerânia, em 27 de Julho de 1743 e faleceu no dia 18 de Março de 1830, em local desconhecido; e Maria Strigge( Scheer) nasceu em Muddelmow, Kreis Greifenberg, Pomerânia e faleceu em 02 de Março de 1828.

Há indícios de que David Brendemohl era filho de Jochem Brennmohl, nascido em 1720, com Engel Witte; e que Maria Strigge (Scheer) era filha de Jochim Scheer e Maria Goiger (Gauger).


Guethner Wirtzbiki é escritor cearense e vem dedicando-se ao estudo genealógico de sua família, desenvolvendo assim vários ramos de abordagem. No texto acima vem demonstrar, via ascendência de sua bisavó paterna a ligação com as famílias Frenz, Voss, Neumann, Brendemuehl , Thiegs, entre outras, que foram tão importantes na povoação do território prussiano da Pomerânia.





Sobre uma argumentação de existência do Casal Diogo Ramos Gadelha e Hylda Serra Gadelha, pais, dentre outros, de Dnajar Ramos Gadelha.

Por memória familiar , como também por uma página escrita em um diário de meu avô materno, Dnajar Ramos Gadelha, sabia que os seus pais eram Diogo Ramos Gadelha e Hylda Serra Gadelha. Porém, faltava ainda mais elementos de existência desse casal, já que não tenho ainda a certidão de nascimento nem comprovante de batismo de meu avô Dnajar. E essa comprovação veio por meio de documentos de alguns de seus irmãos, filhos de mesmo pai e mesma mãe.

Um desses é o Óbito de Dilara Gadelha Pinto, nos cartórios de Registro Civil do Rio de Janeiro. Lá , nos livros de óbitos do ano de 1977, de Março a Maio, da 8ª cincunscrição do Rio de Janeiro, temos o óbito que Dilara, irmã de Dnajar Ramos Gadelha, que faleceu no dia 19 de Abril de 1977, de Insuficiência Renal Crônica e Rim Policístico. Foi sepultada no cemitério do Irajá, e deixou um filho maior. Ela era viúva de Aluizio Soares Pinto, tinha 56 anos e era natural do estado do Ceará. No termo de óbito, que tem o número 6836, consta também que a mesma era filha de Diogo Ramos Gadelha e de Hilda Serra Gadelha.

Óbito de Dilara Gadelha Pinto , viúva de Aluizio Soares Pinto, com 56 anos, natural do estado do Ceará , filha de Diogo Ramos Gadelha e de Hilda Serra Gadelha

Interessante, que após encontrar seu óbito, encontrei seu registro de casamento. A primeira coisa que observei foi que o casamento que encontrei , foi com Emygdio Avelino da Silva, em Nova Iguaçu, no dia 29/10/1938, onde é outra comprovação da filiação de Dilara, ela com 19 anos, filha de Diogo Ramos Gadelha e Hylda Serra Gadelha. Mas no registro de seu óbito, ela era viúva de Aluizio Soares Pinto. Sendo assim, ou Dilara enviuvou do primeiro marido e casou novamente, ou divorciou-se.

Casamento de Dilara Serra Gadelha com Emygdio Avelino da Silva, em Nova Iguaçu, no dia 29/10/1938, onde é outra comprovação da filiação de Dilara, ela com 19 anos, filha de Diogo Ramos Gadelha e Hylda Serra Gadelha.

Após esses documentos, também achei outra comprovação da união matrimonial de Diogo Ramos Gadelha e Hilda Serra Gadelha, que foi o assento de casamento do filho deles, o Delio Serra Gadelha com Juracy Ferreira da Silva, no dia 14 de Setembro de 1940, que está nos registros de matrimônios da 04º Ciscunscrição do Rio de Janeiro, livros de matrimônio de 1940 , de Fevereiro a Setembro.

Casamento de Delio Serra Gadelha com Juracy Ferreira da Silva, no dia 14 de Setembro de 1940, que está nos registros de matrimônios da 04º Ciscunscrição do Rio de Janeiro, livros de matrimônio de 1940 , de Fevereiro a Setembro.

E por fim, o comprovante de óbito de de Deraldo Serra, falecido no dia 27 de Setembro de 1967, no rio de Janeiro, aos 53 anos, desquitado de pessoa ignorada. Filho de Diogo Ramos Gadelha e de Hilda Serra Gadelha. Também sepultado no cemitério do Irajá. Ele deixou 2 filhos, sendo um desses , de menor. Faleceu de Nefropatia Hipertensiva, no hospital Pedro Ernesto.

Óbito de Deraldo Serra, falecido no dia 27 de Setembro de 1967, no rio de Janeiro, aos 53 anos, desquitado de pessoa ignorada. Filho de Diogo Ramos Gadelha e de Hilda Serra Gadelha. Também sepultado no cemitério do Irajá. Ele deixou 2 filhos, sendo um desses , de menor. Faleceu de Nefropatia Hipertensiva, no hospital Pedro Ernesto.

Assim, com 4 comprovantes de livros eclesiásticos, temos a comprovação da existência do casal, e sua ligação com 3 de seus filhos. Todavia, a ligação com Dnajar Ramos Gadelha, meu avô, ainda ficou somente com o texto que tenho do diário de meu avô Dnajar, que depois digitalizarei e colocarei aqui também. No entanto, tentarei conseguir algum documento civil seu, onde tenha a comprovação, e quem sabe, mas duas gerações para cima, tanto paterna como materna.

De João Bezerra Monteiro aos seus tetravós

Na página 376 da ¨Nobiliárquica Pernambucana¨, fala-se de ¨6 – D. Joanna de Lacerda Cavalcante, que casou duas vezes: a primeira com o capitão mor Affonso de Albuquerque Maranhão, fidaldo da casa Real, Senhor do Engenho de Cunhaú, … E a segunda vez casou esta com João Bezerra Monteiro, filho de Bento Rodrigues Bezerra e de sua mulher D. Petronilla Velho de Menezes, e de nenhum desses matrimônios teve sucessão¨. Entende-se que desse segundo casamento não houve sucessões, mas que realmente trata-se do João Bezerra Monteiro, outrora casado com a D. Caetana Romão Romeira Rodrigues de Sá, o qual tivera filhos, dentre os quais, Joana Monteiro Bezerra de Menezes, de minha linhagem. Isso porque, no texto que se refere a Leandro , escrito pelo Barão de Studart , no seu Livro ¨Diccionário Bio-bibliográfico Cearense¨, escreveu:

¨O Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro era filho de pae Sergipano, Antonio Pinheiro Lobo, e mãe Pernambucana, D.a Joanna Bezerra de Menezes, que de Goyanna veio para O Ceará com o pae C.el João Bezerra Monteiro¨

Interessante também notar que João Bezerra Monteiro viera de Goyanna – Pernambuco, e que o texto informa que Joanna Bezerra de Menezes veio ao Ceará com o seu pai, e não consta referência à sua mãe, talvez, nesse momento, já falecida.
Outro fato importante é que D. Joanna de Lacerda Cavalcante é retratada como Joana Ribeiro de Lacerda, na revista do Instituto do Ceará, publicada em 1976, quando na página 09, retrata: ¨Bento Bezerra casara-se com D. Petronilla Velho Menezes, de origem baiana, também descendente de tradicionais estirpes…¨ E cita que ¨Do casal foram filhos 1-João Bezerra Monteiro, casado com Joana Ribeiro de Lacerda e residentes em Goiana.

Na Nobiliárquica Pernambucana, página 90, temos o texto que cita que Bento Rodrigues Bezerra era casado com Petronila de Menezes, quando falam de Maria Magdalena de Sá e Oliveira, que casou-se duas vezes: ¨A primeira, com Francisco Bezerra de Menezes, filho de Bento Rodrigues Bezerra e de sua mulher D. Petronila de Menezes. E se formos na página 46 da Nobiliárquica, veremos citação dos pais e avós paternos de Bento Rodrigues Bezerra, quando o texto nos diz:
¨Simôa Bezerra, casou com Bento Rodrigues da Costa, filho de Manoel Rodrigues e de Maria Simões, e foram seus filhos¨, entre outros, Bento Rodrigues Bezerra.

Ora, no texto ¨Os Bezerra de Menezes – As Origens¨ de autoria de Vinicius de Barros Leal, publicado em 1976 na Revista do Instituto do Ceará, encontramos o mesmo Bento Rodrigues Bezerra, que morava na cidade de Goiana. O autor, no discurso , informa no final da página 02, que começaria a argumentação pelo bisavô de Bento Bezerra, o vianês Domingos Bezerra Felpa de Barbuda. Assim, começou: ¨Domingos Bezerra, natural de Viana da Foz do Lima, (Denunciações de Pernambuco, 272), ali nasceu em 1526, filho de Antônio Martins Barbuda e de D. Maria Martins Bezerra. Disse, diante o Tribunal do Santo Ofício, em Olinda que era ¨fidalgo de geração¨. O texto diz que Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, ¨deve ter chegado na florescente colônia ainda muito moço, solteiro, pois, aí casou, com Brasia Monteiro, vinte e tantos anos mais moça que ele e filha de Pantaleão Monteiro, fundador do engenho de S. Pantaleão, na Várzea do Capibaribe. Este Pantaleão, dado como ¨Judeu Marrano¨por Boxer, em Ös Holandeses no Brasil¨, era muito rico, senhor de muitas propriedades e de grande soma de bens, incluindo ouro, prata, jóias, etc.
Pouco após no texto, na página 13, vemos a citação da chegada do bisavô e Trisavô de Bento Rodrigues Bezerra ao Brasil: ¨O primeiro da família a chegar em Pernambuco foi Antônio Martins Barbuda e sua mulher D. Maria Martins Bezerra. Vieram na comitiva de Duarte Coelho, em 1535 e traziam alguns filhos, entre eles, Domingos Bezerra Felpa de Barbuda¨que devia ter 9 anos de idade. Todos os filhos casaram em Pernambuco. O mais velho, Domingos, com D. Brasia Monteiro filha do já referido Pantaleão Monteiro.

O texto diz que o bisavô paterno de Bento Bezerra, o patriarca dos Bezerra de Menezes no Ceará foi Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, nascido em Viana, Foz de Lima, (Denunciações, 271) , casado em Olinda, mais ou menos em 1567, sendo Brasia mais moça que ele, 28 anos. Dentre os seus filhos, teve um que chamou-se Domingos Bezerra Felpa de Barbuda que casou-se com Antônia Domingos Delgado (Esses são os avós de Bento Rodrigues Bezerra).

Prossegue o texto informando que ¨destes, interessam-nos , para a genealogia dos Bezerra de Menezes cearenses, o segundo Domingos Bezerra e sua mulher Antônia Delgado, filha, ela, de Cosme Rodrigues e de D. Simoa da Rosa¨. E ainda que Simoa da Rosa ¨certamente era cristã nova¨e ¨irmã de Belchior da Rosa). Interessante que fala ainda que Cosme Bezerra Monteiro e D. Simoa Bezerra foram filhos de Domingos Bezerra 2º e de D. Antônia Delgado, e que Simoa Bezerra casou-se com o português Bento Rodrigues da Costa, e que deste casal procedem todos os Bezerra de Menezes do Ceará. Bento e D. Simoa, foram pais, de, entre outros, Bento Rodrigues Bezerra que casou-se com D. Petronilla Bezerra, e veio para o Ceará com alguns de seus 9 filhos.

De Caetana Perpétua do Nascimento Bezerra de Menezes até João Bezerra Monteiro casado com Caetana Romão Romeira Rodrigues de Sá

Pegando o gancho de que a caririense Caetana Pérpetua do Nascimento Bezerra de Menezes, era filha do sergipano Capitão Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça e sua mulher, a pernambucana Joana Bezerra Monteiro ou Joana Bezerra de Menezes, onde também informa-se que Caetana era irmã do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, recorri ao texto ¨Vida do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro¨, escrito por J. Dias da Rocha Filho, publicada no ano de 1916 , pelo Instituto Histórico do Ceará. Dessa forma, consigo fazer comparativos e dar continuidade à linha sucessória de Joana Monteiro Bezerra de Menezes.

O texto do livro ¨A estirpe de Santa Teresa¨confirma que Caetana Perpétua do Nascimento Bezerra de Menezes e o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro eram irmãos, filhos do Capitão Antônio Pinheiro Lobo e de Joana Bezerra Monteiro.

No texto, o autor cita que Leandro Bezerra Monteiro nasceu no Engenho de Moquem, situado nas vizinhas do Crato, no dia 05 de Dezembro de 1740, e que ¨Seu avô materno, o Coronel João Bezerra Monteiro, fôra o primitivo dono dessa propriedade, para qual se passara para a fazenda de Zoroés, que possuía nas imediações de Icó. Ali viveu muitos anos, até que casando a sua filha D. Joanna Bezerra de Menezes com o Capitão Antônio Pinheiro Lobo, dotou-a com o aludido Engenho.¨

Esse texto confirma que Joana Bezerra de Menezes, mãe do brigadeiro Leandro Bezerra de Monteiro e de Caetana Perpétua do Nascimento Bezerra de Menezes, era a filha do Capitão João Bezerra de Menezes , fundador do Engenho de Moquém.

Mais adiante, o texto informa que ¨D. Joana Bezerra de Menezes, mãe do Brigadeiro, provinha do consórcio do Coronel João Bezerra Monteiro, com D. Caetana Romão Romeira Rodrigues de Sᨠe que ambos eram naturais de Pernambuco. Dessa forma, confirmamos o nome dos pais de Joana Monteiro Bezerra de Menezes: Eram eles João Bezerra Monteiro e Caetana Romão Romeira Rodrigues de Sá.

Do casal Joaquim Lobo de Macêdo e Maria Joaquina da Cruz (Marica Lobo) até Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça e Joana Monteiro Bezerra de Menezes.

Augusto Lobo de Macedo, meu bisavô, era filho do ¨Capitão Joaquim Lobo de Macedo, nascido no Crato e Falecido em Lavras da Mangabeira , com 81 anos de idade aos 19.5.1937, oficial da Guarda Nacional da Comarca de Lavras, casado com sua parenta Maria Joaquina da Cruz (Maria ou Marica Lobo), de Missão Velha , filha de José Vicente da Cruz e Joaquina Maria Saraiva da Cruz (Quina)¨

Capitão Joaquim Lobo de Macedo e Maria Joaquina da Cruz (Marica Lobo)

Esse texto está escrito na página 333 do livro ¨A Estirpe de Santa Teresa¨, do historiador Joaryvar Macedo, no ítem h1f.

Envio abaixo alguns documentos digitalizados dos livros da Igreja Católica que confirmam a existência dos mesmos.

Página inteira do livro de óbitos de Lavras da Mangabeira
Parte específica do falecimento de Joaquim Lobo de Macedo, falecido de Urinia , viúvo de Maria Joaquina de Macêdo

O Capitão Joaquim Lobo de Macedo era filho do Capitão João Lobo de Macedo. João Lobo de Macedo ¨Mudou-se de Crato , com sua mulher e filhos, em 1866, para o sítio Calabaço, município de Lavras da Mangabeira, onde faleceu com 69 anos de idade, aos 8.8.1895. Casou-se aos 9.7.1844 no Sítio Romeiro, em Crato, com sua parenta, ¨no quarto grau misto de consanguinidade¨, Senhorinha de Mendonça Barros (Sinhara), de Crato, falecida, em Lavras da Mangabeira, aos 10.5.1895, com 82 anos, filha de Roque de Mendonça Barros e Maria Josefa da Conceição ou Maria Bezerra de Menezes (Mariquinha), e neta paterna de Manuel Ferreira de Mendonça e Apolinária Barbosa Maciel, e Materna de Estêvão José Teles de Menezes e Ana Joaquina de Menezes¨. O Capitão João Lobo de Macedo foram pais de , entre outros, o Capitão Joaquim Lobo de Macedo. Essas informações constam nas páginas 257 e 258, ítem h1. Abaixo envio mais alguns documentos que comprovam fatos sobre os mesmos:

Página inteira do casamento de João Lobo de Macedo e de Senhorinha de Mendonça Barros

Acima o página inteira do livro da igreja onde consta o casamento de João Lobo de Macedo e de Senhorinha de Mendonça Barros, datado de 09 de Julho de 1844. Abaixo envio a parte editada da página, com devida transcrição.

Parte editada do registro do casamento de João Lobo de Macedo e Senhorinha de Mendonça Barros, pais de Joaquim Lobo de Macedo.

Nas minhas pesquisas também encontrei o registro do óbito de João Lobo de Macedo, meu trisavô:

Página inteira do livro onde consta o falecimento de João Lobo de Macedo, no dia 08.08.1895

Abaixo, coloco a parte editada do referido texto:

Parte editada do livro da igreja onde consta o falecimento de João Lobo de Macedo, no dia 08.08.1895

E também encontrei o registro do falecimento de Senhorinha de Mendonça Barros, o qual demonstro a seguir:

Página do livro inteira onde consta o falecimento de Senhorinha de Mendonça Barros, falecida no dia 10.05.1895

E também coloco a parte editada do mesmo, com transcrição do historiador Antônio Correia Lima:

Seguindo a linha de antecessores de João Lobo de Macedo, vemos que ele era filho do Capitão José Joaquim de Macedo, que ¨residiu em Crato, onde foi proprietário de vários sítios. Em 1862, serviu ali de testemunha no processo de ordenação do Padre Pedro Ferreira de Melo¨. José Joaquim de Macedo, foi casado com ¨Rosa Perpétua do Sacramento, de Crato, filha do sergipano Antônio Ferreira Lobo e da caririense Rita Perpétua, casal tronco dos LOBOS do Buriti-Crato. Rita Perpétua era filha do Capitão João Lobo de Menezes e Rita Maria Bezerra, e neta por via paterna, de Manuel Cabral de Melo e Maria do Amparo Bezerra, e por via materna, do paraibano Alferes Manuel de Sousa Pereira e da caririense Caetana Pérpetua do Nascimento Bezerra de Menezes. O Alferes Manuel de Sousa Pereira era filho do português lisboeta Antônio de Sousa Pereira e Maria da Silva Correia, natural de ¨Tacoara¨, e sua mulher Caetana Perpétua era filha do sergipano Capitão Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça e sua mulher, a pernambucana Joana Bezerra Monteiro ou Joana Bezerra de Menezes, e irmã do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro. O Capitão Antônio Pinheiro Lobo e Mendonça, que descendia em linha reta do casal luso-tupinambá Diogo Álvares Correia , o Caramuru, e Catarina Álvares, a Paraguaçu, é tronco, no Cariri, dos Bezerra de Menezes, Pinheiros, Monteiros e Lobos de Macedo, entre outros.

Óbito de Rosa Perpétua do Sacramento, casada com José Joaquim de Macedo

Viúvo, o Capitão José Joaquim de Macêdo casou uma segunda vez, aos 23.11.1853, em Crato, com a viúva do Coronel Francisco Xavier de Sousa, com quem provavelmente não teve filhos; Os LOBOS DE MACEDO procedem dele com a primeira mulher – Rosa Perpétua do Sacramento. Seus filhos nasceram no Crato, entre eles, o Capitão João Lobo de Macêdo.¨

Esse texto está escrito no livro ¨A Estirpe de Santa Teresa¨.

Outro material importante para comprovar a existência de João Lobo de Macêdo e sua filiação de José Joaquim de Macêdo e Rosa Perpétua do Sacramento, é o inventário de Rosa Pérpetua do Sacramento, onde o Capitão José Joaquim de Macedo é inventariante. Abaixo, transcrevo o texto que está arquivado em poder da URCA (Universidade Regional do Cariri) , na Caixa XII, Pasta 174 , produzida no ano de 1851 com 49 folhas:

INVENTARIADO – DONA ROSA PERPETUA DO SACRAMENTO INVENTARIANTE – CAPITÃO JOSÉ JOAQUIM DE MACEDO- CDPH. URCA

Caixa      XII          pasta 174. Produzido no ano de 1851 com 49 folhas. O presente Inventário possui entre outros bens, escravos, objetos de prata, ferro e cobre e bois e cavalos. Localidade: Crato- CE.Dona  Rosa  faleceu  em  11.09.1850. O Inventariante era seu esposo.

TÍTULO DE HERDEIROS

01. João Lôbo de  Macedo  , casado;

02. Francisco Pereira de Macedo, casado;

03. Joaquim Antonio de Macedo Filho;

04. Antonio Joaquim de Macedo;

05. Manuel Joaquim de Macedo, idade de 12 anos;

06. Conrado Joaquim de Macedo;

07. Rita Perpétua do Sacramento  c.c. Antonio Lôbo de Meneses;

08. Antonia Perpétua do Sacramento, de 15 anos de idade;

09. Maria Perpétua do Sacramento, de 8 anos de idade;

10. Isabel, de 3 anos de idade. 

BENS DE RAIZ

01.50 Braças de terras  localizadas no sítio Coqueiro em Crato avaliada em  100$000;

02. 300 braças de terra  localizadas no sítio Romeiro em Crato avaliada em  300$000;

03. Uma posse de terra localizada no Riacho das Antas  avaliada em 300$000;

04. Uma posse de terra  localizada na Ribeira  do Rio Salgado avaliada em 28$000;

05. Uma posse de terra localizada no Riacho dos Carás  com uma casa avaliada em 300$000;

Com esse documento, tem-se mais uma comprovação de que João Lobo de Macêdo era filho do Capitão José Joaquim de Macêdo e de Rosa Perpétua do Sacramento, e confirmando também que João Lobo de Macedo era o filho primogênito.